A casa dos fundos.
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Apenas avisando que ele iria receber minha ilustre presença em breve e isso o atordoou. Ele me ligou deixando claro que iria para a casa de Marcos.
Ah, dei graças por ser amiga dele.. Liguei “trocentas” vezes em seu celular até que ele retornou, com aquela voz máscula e timbre realçado de quem já havia se estressado..
Apenas avisando que ele iria receber minha ilustre presença em breve e isso o atordoou. Ele me ligou deixando claro que iria para a casa de Marcos.
Ah, dei graças por ser amiga dele.. Liguei “trocentas” vezes em seu celular até que ele retornou, com aquela voz máscula e timbre realçado de quem já havia se estressado..
- Fala Sophie!
- Marcos, por favor, não deixa o Richard ir dormir na sua casa hoje! É que nós combinamos de eu ir para lá e agora ele quer fugir da raia.. Por favor, faz isso por mim?
- Mas Sophie, eu vou falar o que?
- Inventa alguma coisa.. Você é bom nisso!
- Tá.. Tá!
Agora cruzei os dedos e imaginei sorte.. Algo me impedia drasticamente de tentar ir até lá sem alguma reposta.. Foi quando M. Vinícius me ligou! Atendi-o com toda sede de um peixe fora d’água.
- Alô?
- Oi, E aí, me conta.. Deu certo?
- Bom é o seguinte.. Ele me chamou para dormir lá.
- Ah! Que ótimo! É só você não ir..
- Mas Sô.. É raro o Richard me chamar, ele disse que queria falar comigo.
Incrível como Richard era manipulador e sabia o ponto fraco de cada um! Infelizmente assim como eu, M. era 'capacho' de Richard, e qualquer ato que houvesse de afeto, trazia conforto á ele.
Relutei, insisti, até que ouvi uma “ofegação” de irritação, e ele disse..
- Tá bom Sophie, tá bom!
Ganhei um colega raivoso e talvez uma solução. Arrisquei-me, mas ao avançar, meus passos estrondeantes fizeram Richard sair aos berros..
- VOCÊ NÃO VAI ENTRAR AQUI!
- Calma, o que aconteceu? Porque você está assim?
- O Marcos Vinícius está vindo, então nem adianta vir me encher o saco.
Vou poupar-lhes dos detalhes do restante daquela noite.. Posso dizer apenas que me 'dopei' de remédios por palavras devastadoras.. Marcos Vinicius me encontrou sentada na rua sozinha e me abraçou, chorei em seus braços e ele mostrou o amigo que era. Convenceu Richard a me acolher e adormeceu, deixando-nos a sós. E como de costume, fui usada, mesmo zonza demais para pensar em algo, e depois jogada para fora.
No dia seguinte, ouvi sermões de Dona Adriana, já que chegou aos ouvidos dela, meu possível suicido após a viajem que minha mãe faria aquele dia. Richard me odiou por uma noite e um dia, mas depois voltamos ao normal.. Digo.. “Normal”.
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