A casa dos fundos.
Página 103.
- E obrigado.
Ele sorriu, tentando quebrar o clima acinzentado. Ele era inacreditável, tão manipulador, para ficar de bem com ele, era simples.. Bastava agradá-lo, mesmo que isso me destruísse, para ele não importava.
- De nada, faça bom proveito.
E fui embora.. Pela primeira vez, não fiz questão de um beijo e de um abraço, mas não porque eu o amava menos, mas porque tudo doía mais.
Eu não voltei pra casa naquele dia, nem no outro, e nem no próximo. Permaneci na rua por duas noites e três dias.
Quando me reencontrei com Richard, ele só fez um comentário ridículo:
"Você está sem tomar banho á 3 dias?"
E me contou da maneira mais sensível - ironia - que ele e Carlota estavam juntos! Àquele ponto a única coisa que consegui implorar foi para a nossa amizade.. Implorar para que ela permanecesse. Após algumas humilhações - típicas de Richard - consegui ir embora com um sim.
Voltei pra casa com a lástima de causar sofrer em minha mãe novamente, mas ela sempre soube onde eu estava, e respeitou minha liberdade de solidão.
Entre escuros invisíveis, passei uma semana tentando reprimir meus sentimentos, mas entre todos eles, todas as emoções, a pior era a saudade. Precisei matá-la, que fique claro, eu não queria, pela primeira vez eu não quis, mas tive a necessidade.
Seu romance e de Carlota estava no auge, eu não estava mais falando com ela. Não por rancor, raiva, ou qualquer sentimento sinônimo, mas por não conseguir fingir que nada havia acontecido. Por doer demais olhá-la e saber que os beijos dele a pertencem.
Fui á sua casa, para tentar matar o que estava me matando,mas com toda a inocência da dignidade da amizade que houve um dia, prometi a mim mesma que não iria entrar.
Na sua janela, eu bati três vezes e ele abriu. Seu olhar permaneceu sem descrições, mas eu sabia o que isso queria dizer.
Ele estava no Messenger conversando com Carlota, seu computador ficava ao lado de onde eu estava.
Finalmente parou, me deu “atenção”, mas não por gostar disso, apenas porque queria que eu fosse embora logo..
- O que você quer?
- Jogar conversa fora.. Matar a saudade.
- Vai embora, perdeu seu tempo.
- Calma, calma! Não vou nem fazer questão de entrar dessa vez, só quero ficar aqui alguns minutos, prometo que me vou depois.
- Eu não deveria nem estar falando com você!
- Por quê? Não somos amigos?
- Lorrane já me contou tudo!
- Tudo o que?
- Sua farsa de atropelamento!
Não entendi o que aquelas palavras queriam dizer ao certo.. E.. Porque.. Porque ele estava colocando o nome de Lorrane no meio?!
- Que farsa?
- Ela me contou que não teve atropelamento nenhum, que você só inventou essa história para me emocionar e me ter de volta! Tão baixa!
- E obrigado.
Ele sorriu, tentando quebrar o clima acinzentado. Ele era inacreditável, tão manipulador, para ficar de bem com ele, era simples.. Bastava agradá-lo, mesmo que isso me destruísse, para ele não importava.
- De nada, faça bom proveito.
E fui embora.. Pela primeira vez, não fiz questão de um beijo e de um abraço, mas não porque eu o amava menos, mas porque tudo doía mais.
Eu não voltei pra casa naquele dia, nem no outro, e nem no próximo. Permaneci na rua por duas noites e três dias.
Quando me reencontrei com Richard, ele só fez um comentário ridículo:
"Você está sem tomar banho á 3 dias?"
E me contou da maneira mais sensível - ironia - que ele e Carlota estavam juntos! Àquele ponto a única coisa que consegui implorar foi para a nossa amizade.. Implorar para que ela permanecesse. Após algumas humilhações - típicas de Richard - consegui ir embora com um sim.
Voltei pra casa com a lástima de causar sofrer em minha mãe novamente, mas ela sempre soube onde eu estava, e respeitou minha liberdade de solidão.
Entre escuros invisíveis, passei uma semana tentando reprimir meus sentimentos, mas entre todos eles, todas as emoções, a pior era a saudade. Precisei matá-la, que fique claro, eu não queria, pela primeira vez eu não quis, mas tive a necessidade.
Seu romance e de Carlota estava no auge, eu não estava mais falando com ela. Não por rancor, raiva, ou qualquer sentimento sinônimo, mas por não conseguir fingir que nada havia acontecido. Por doer demais olhá-la e saber que os beijos dele a pertencem.
Fui á sua casa, para tentar matar o que estava me matando,mas com toda a inocência da dignidade da amizade que houve um dia, prometi a mim mesma que não iria entrar.
Na sua janela, eu bati três vezes e ele abriu. Seu olhar permaneceu sem descrições, mas eu sabia o que isso queria dizer.
Ele estava no Messenger conversando com Carlota, seu computador ficava ao lado de onde eu estava.
Finalmente parou, me deu “atenção”, mas não por gostar disso, apenas porque queria que eu fosse embora logo..
- O que você quer?
- Jogar conversa fora.. Matar a saudade.
- Vai embora, perdeu seu tempo.
- Calma, calma! Não vou nem fazer questão de entrar dessa vez, só quero ficar aqui alguns minutos, prometo que me vou depois.
- Eu não deveria nem estar falando com você!
- Por quê? Não somos amigos?
- Lorrane já me contou tudo!
- Tudo o que?
- Sua farsa de atropelamento!
Não entendi o que aquelas palavras queriam dizer ao certo.. E.. Porque.. Porque ele estava colocando o nome de Lorrane no meio?!
- Que farsa?
- Ela me contou que não teve atropelamento nenhum, que você só inventou essa história para me emocionar e me ter de volta! Tão baixa!
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