A casa dos fundos.
Página 83.
Olhei para ele instantaneamente, visão surreal, tão perto de mim, tão perfeito ao meus frágeis olhos inocentes.
Antes mesmo que eu pudesse tentar tomar coragem de voltar-me para a TV, senti subitamente seus lábios se encostando aos meus.
Que difícil agora descrever aquela sensação, devo registrar que nunca senti qualquer coisa parecida até hoje. Foi profundamente envolvente, dominou-me em questão de segundos, era um “mix” de gelado em todo interior de meu corpo, com arrepios e batimentos acelerados, dificuldade na respiração. Minhas mãos ficaram trêmulas, e uma imensa alegria tomou conta de mim, meus olhos lacrimejaram, e meus lábios se tornaram independentes ao darem um sorriso cuidadoso para não interromper o beijo.
Todo aquele turbilhão bloqueou qualquer tipo de pensamento e tudo que eu consegui fazer foi desfrutar do momento. De repente no meio de toda a angustia, eu senti esperança! A luz no infinito túnel apareceu, estava longe, mas já era possível vê-la.
Naquele momento, nada mais importava. Memória eterna.
Entreguei-me a ele de corpo e alma. Cada parte de mim, tornou-se sua propriedade novamente.
Nunca vou me esquecer de como fui detalhista em sentir suas minúcias. As dobras de seus dedos, a maneira em que as linhas de seu rosto desenhavam seu sorriso, seus olhos estreitos e seu olhar profundo. Suas sobrancelhas se franzindo diante dos sentimentos conseqüentes de nossos atos naquele momento. Suas pintas na pele ao lado de seu cabelo sedoso.
E durou tempo o suficiente para ser inesquecível.
Deveria ter repensado antes de pensar nesta conclusão, porque as surpresas ainda não tinham acabado.
Porque após, seus braços não me envolveram para trocarmos carícias e conversamos. A única coisa que ele fez foi levantar em seguida e ir para mexer no computador.
Parece que a história não era ser a namorada por uma noite e sim por um momento. Transformou-se mais rapidamente do que o normal. O silêncio percorreu por alguns minutos. Quebrei-o.
- Deita aqui comigo?
- Não.
- Por quê?
- Porque eu deitaria?
- O que você está fazendo de tão importante?
- Coisas mais interessantes do que ficar do seu lado.
- Engraçado que você não pensava a isso a uns minutos atrás né?
- Eu não estava do seu lado literalmente a minutos atrás.
Conseguiu fazer com que eu caísse do pedestal. Minto, a queda foi maior! Vamos exagerar, não para colocar emoção na história, mais para ilustrar melhor a dor. Cai de um Edifício e me "esborrachei" no chão, foi exatamente isso que me fez sentir com suas seguintes palavras..
- Já pode ir embora.
- Como assim?
- Simples! Pega suas coisas, se troca e vai.
- Queria ficar mais um pouco com você.
- Mas eu não.
- Não agora né? Porque antes..
Me interrompeu!
-
Antes, agora que eu já tive o que eu queria, pode ir.
Não preciso passar para palavras as dores e reações que tive a seguir. Não tive o que fazer, não tive forças para fazer, indignada, posso dizer apenas que realmente fui embora.
Antes mesmo que eu pudesse tentar tomar coragem de voltar-me para a TV, senti subitamente seus lábios se encostando aos meus.
Que difícil agora descrever aquela sensação, devo registrar que nunca senti qualquer coisa parecida até hoje. Foi profundamente envolvente, dominou-me em questão de segundos, era um “mix” de gelado em todo interior de meu corpo, com arrepios e batimentos acelerados, dificuldade na respiração. Minhas mãos ficaram trêmulas, e uma imensa alegria tomou conta de mim, meus olhos lacrimejaram, e meus lábios se tornaram independentes ao darem um sorriso cuidadoso para não interromper o beijo.
Todo aquele turbilhão bloqueou qualquer tipo de pensamento e tudo que eu consegui fazer foi desfrutar do momento. De repente no meio de toda a angustia, eu senti esperança! A luz no infinito túnel apareceu, estava longe, mas já era possível vê-la.
Naquele momento, nada mais importava. Memória eterna.
Entreguei-me a ele de corpo e alma. Cada parte de mim, tornou-se sua propriedade novamente.
Nunca vou me esquecer de como fui detalhista em sentir suas minúcias. As dobras de seus dedos, a maneira em que as linhas de seu rosto desenhavam seu sorriso, seus olhos estreitos e seu olhar profundo. Suas sobrancelhas se franzindo diante dos sentimentos conseqüentes de nossos atos naquele momento. Suas pintas na pele ao lado de seu cabelo sedoso.
E durou tempo o suficiente para ser inesquecível.
Deveria ter repensado antes de pensar nesta conclusão, porque as surpresas ainda não tinham acabado.
Porque após, seus braços não me envolveram para trocarmos carícias e conversamos. A única coisa que ele fez foi levantar em seguida e ir para mexer no computador.
Parece que a história não era ser a namorada por uma noite e sim por um momento. Transformou-se mais rapidamente do que o normal. O silêncio percorreu por alguns minutos. Quebrei-o.
- Deita aqui comigo?
- Não.
- Por quê?
- Porque eu deitaria?
- O que você está fazendo de tão importante?
- Coisas mais interessantes do que ficar do seu lado.
- Engraçado que você não pensava a isso a uns minutos atrás né?
- Eu não estava do seu lado literalmente a minutos atrás.
Conseguiu fazer com que eu caísse do pedestal. Minto, a queda foi maior! Vamos exagerar, não para colocar emoção na história, mais para ilustrar melhor a dor. Cai de um Edifício e me "esborrachei" no chão, foi exatamente isso que me fez sentir com suas seguintes palavras..
- Já pode ir embora.
- Como assim?
- Simples! Pega suas coisas, se troca e vai.
- Queria ficar mais um pouco com você.
- Mas eu não.
- Não agora né? Porque antes..
Me interrompeu!
-
Antes, agora que eu já tive o que eu queria, pode ir.
Não preciso passar para palavras as dores e reações que tive a seguir. Não tive o que fazer, não tive forças para fazer, indignada, posso dizer apenas que realmente fui embora.
Comentários
Postar um comentário