A casa dos fundos.
Página 100.
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Grandes tempos depois.. um impulso rápido me fez acordar. E então me lembrei.. Não! Não me lembrei.. Não me lembrei de nada!
Lá estava eu de novo em um lugar diferente da ultima vez em que lembro. Olha só, eu permanecia respirando. Me perguntava.. Que pessoa no mundo, toma tantos remédios, faz tantas tentativas e permanece viva? Qual é o objetivo disso tudo?
Ao observar ao redor, percebi que dessa vez não era um hospital. Era um posto de saúde mal cuidado, com um cheiro horrível de álcool.
A enfermeira estava ao lado arrumando a mesa, quando percebeu meus movimentos, disse:
- Que bom que você acordou! Está se sentindo renovada?
- Renovada, por quê?
- Porque foi um milagre! Você não teve nenhum arranhão, apenas algumas marcas roxas e o médico já até te deu alta. Fizemos alguns exames só por precaução.
No âmbito de minha alma me perguntei “Até quando iria ouvir isso?” Se salvar não era algo aceitável na minha situação. E eu.. prestava pra quê mesmo? Porque nem para acabar com a própria vida eu estava sendo útil.
Ah, pura esperteza, tentar acabar com tudo antes que comece. Infelizmente, já havia começado!
Preocupados, os dois vieram saber informações sobre meu estado via internet. Conseguiram.. Creio que sentiram um alívio ao se livrar da culpa que indiretamente eram minimamente deles, mais dele.
A famosa frase, “a vida continua” havia acontecido, que lástima. As tentativas tornam-se cada vez piores, porém os resultados não.
Com o relógio completando voltas, fui tentando me reaproximar de Richard mas, por mais que conseguíssemos trocar palavras, ele estava focado demais em seu objetivo.
Como aquilo me machucava, de maneira definitivamente drástica.
Desesperada, em cada conversa que tinha com Carlota, percebia que seu coração estava se quebrantando. Certo dia, ela chegou desesperada no MSN, dizendo que foi muito difícil dizer não.. Que Richard havia enchido os olhos dele d’água. Mas que ela foi contra sua vontade. Ela estava tentando agir com a razão, mas isso balançou completamente ela. Surtei em atos. Implorei de maneira absurda, que Carlota deixasse Richard pra lá. Que ela parasse de falar com ele, que ela o ignorasse pra ele esquecê-la. Ela inventava desculpas para dizer que seria crueldade, mas eu sabia que ela também queria. Acabei a sufocando sem perceber e ela se cansou do meu amor egoísta.. Meus pensamentos eram errados, mas a única coisa que eu pensava.. Era que o que ela sentia poderia ser controlado ou trocado, e o meu afeto obsessivo não. Ela tinha escolha, e eu.. Vivia por ele. Que tola! Desde quando se controla sentimentos? Estava completamente iludida.
Nosso elo de amizade era muito forte, e foi por ele que Carlota decidiu acabar com essa história, aquilo estava a afetando demasiadamente, fazer parte desse triangulo amoroso poluído.
Ela foi falar com ele por Messenger e citou meu nome entre um dos motivos do término. Tentando evitar ao máximo minha culpa, mas me culpando.
Foi o suficiente para Richard me odiar naquele instante. Começou a me ofender no meio de nossa conversa Online, e tudo que eu fazia era pedir desculpas.
Como se não bastasse, ele tinha 80% da escola em seu Messenger, e no lugar de seu nome de identificação, subiu plaquetas com as seguintes frases – por favor, me perdoem pelo nível baixo que as palavras a seguir vão descer, mas é necessário representar de maneira recíproca – :
“SOPHIE, SUA VACA, VAGABUNDA!”
Mil tonelada de dores caíram sobre meu fardo. Quantas lágrimas quiseram sair todas de uma vez. Que angústia, como descrever essa terrível sensação de se sentir uma inútil, de ter vergonha de ser quem é? Lembrei-me de segunda feira, como eu iria para escola? Com qual cinismo depois de tanta humilhação? E se eu não fosse mais pra escola.. Minha mãe iria enlouquecer! E ver Richard assim, difamando-me, sendo que tudo que eu queria, era um pouco de amor. Eu poderia ter errado, agido por impulso, ter sido egoísta, mas ele tinha ido longe demais. Me expor daquela forma, estragando todo o resto de reputação que eu já não tinha, esmagando mais ainda o meu emocional! Reflita na dor de um parto e multiplique ela com a dor de um corte profundo, o que eu sentia naquele momento era bem pior.. e não se curava com tratamentos. Implorei individualmente para ele em nossa janela..
- Richard, para! Desculpe-me por seja lá o que eu fiz, por favor eu te imploro! Que vergonha você está me fazendo passar, eu não sou vagabunda, você sabe disso!
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Grandes tempos depois.. um impulso rápido me fez acordar. E então me lembrei.. Não! Não me lembrei.. Não me lembrei de nada!
Lá estava eu de novo em um lugar diferente da ultima vez em que lembro. Olha só, eu permanecia respirando. Me perguntava.. Que pessoa no mundo, toma tantos remédios, faz tantas tentativas e permanece viva? Qual é o objetivo disso tudo?
Ao observar ao redor, percebi que dessa vez não era um hospital. Era um posto de saúde mal cuidado, com um cheiro horrível de álcool.
A enfermeira estava ao lado arrumando a mesa, quando percebeu meus movimentos, disse:
- Que bom que você acordou! Está se sentindo renovada?
- Renovada, por quê?
- Porque foi um milagre! Você não teve nenhum arranhão, apenas algumas marcas roxas e o médico já até te deu alta. Fizemos alguns exames só por precaução.
No âmbito de minha alma me perguntei “Até quando iria ouvir isso?” Se salvar não era algo aceitável na minha situação. E eu.. prestava pra quê mesmo? Porque nem para acabar com a própria vida eu estava sendo útil.
Ah, pura esperteza, tentar acabar com tudo antes que comece. Infelizmente, já havia começado!
Preocupados, os dois vieram saber informações sobre meu estado via internet. Conseguiram.. Creio que sentiram um alívio ao se livrar da culpa que indiretamente eram minimamente deles, mais dele.
A famosa frase, “a vida continua” havia acontecido, que lástima. As tentativas tornam-se cada vez piores, porém os resultados não.
Com o relógio completando voltas, fui tentando me reaproximar de Richard mas, por mais que conseguíssemos trocar palavras, ele estava focado demais em seu objetivo.
Como aquilo me machucava, de maneira definitivamente drástica.
Desesperada, em cada conversa que tinha com Carlota, percebia que seu coração estava se quebrantando. Certo dia, ela chegou desesperada no MSN, dizendo que foi muito difícil dizer não.. Que Richard havia enchido os olhos dele d’água. Mas que ela foi contra sua vontade. Ela estava tentando agir com a razão, mas isso balançou completamente ela. Surtei em atos. Implorei de maneira absurda, que Carlota deixasse Richard pra lá. Que ela parasse de falar com ele, que ela o ignorasse pra ele esquecê-la. Ela inventava desculpas para dizer que seria crueldade, mas eu sabia que ela também queria. Acabei a sufocando sem perceber e ela se cansou do meu amor egoísta.. Meus pensamentos eram errados, mas a única coisa que eu pensava.. Era que o que ela sentia poderia ser controlado ou trocado, e o meu afeto obsessivo não. Ela tinha escolha, e eu.. Vivia por ele. Que tola! Desde quando se controla sentimentos? Estava completamente iludida.
Nosso elo de amizade era muito forte, e foi por ele que Carlota decidiu acabar com essa história, aquilo estava a afetando demasiadamente, fazer parte desse triangulo amoroso poluído.
Ela foi falar com ele por Messenger e citou meu nome entre um dos motivos do término. Tentando evitar ao máximo minha culpa, mas me culpando.
Foi o suficiente para Richard me odiar naquele instante. Começou a me ofender no meio de nossa conversa Online, e tudo que eu fazia era pedir desculpas.
Como se não bastasse, ele tinha 80% da escola em seu Messenger, e no lugar de seu nome de identificação, subiu plaquetas com as seguintes frases – por favor, me perdoem pelo nível baixo que as palavras a seguir vão descer, mas é necessário representar de maneira recíproca – :
“SOPHIE, SUA VACA, VAGABUNDA!”
Mil tonelada de dores caíram sobre meu fardo. Quantas lágrimas quiseram sair todas de uma vez. Que angústia, como descrever essa terrível sensação de se sentir uma inútil, de ter vergonha de ser quem é? Lembrei-me de segunda feira, como eu iria para escola? Com qual cinismo depois de tanta humilhação? E se eu não fosse mais pra escola.. Minha mãe iria enlouquecer! E ver Richard assim, difamando-me, sendo que tudo que eu queria, era um pouco de amor. Eu poderia ter errado, agido por impulso, ter sido egoísta, mas ele tinha ido longe demais. Me expor daquela forma, estragando todo o resto de reputação que eu já não tinha, esmagando mais ainda o meu emocional! Reflita na dor de um parto e multiplique ela com a dor de um corte profundo, o que eu sentia naquele momento era bem pior.. e não se curava com tratamentos. Implorei individualmente para ele em nossa janela..
- Richard, para! Desculpe-me por seja lá o que eu fiz, por favor eu te imploro! Que vergonha você está me fazendo passar, eu não sou vagabunda, você sabe disso!
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