A casa dos fundos.
Página 66.
Ele disse em tom provocativo tão perto de mim á ponto de cada movimento encostar quase que imperceptivelmente seus lábios nos meus..
- Não posso me aproximar.. Desse jeito?
A única coisa que consegui fazer foi sorrir e me afogar naquele momento.
Deixei toda aquela história de controle do lado, e ao fechar os olhos o beijei. Beijei não só com a boca, mas com a alma. Senti uma chama ardente no meu coração, aquele beijo lento e sem pressa, mas ao mesmo tempo intenso e cheio de sentimento fez com que eu criasse um amor ao masoquismo de beijar alguém que não era totalmente meu. Mas eu ficava tão envolvida ao perceber que ele retribuía meu beijo. Cada fio de meu cabelo se arrepiou quando ele encostou a mão no meu rosto de forma carinhosa.
Êxtase de um momento tão surreal quanto a subconsciência.
A cada segundo, eu me entregava mais aos seus lábios, a cada segundo aumentava meu medo da hora de encerrar o beijo. Queria que se eternizasse. Era como uma luz que me trazia tranqüilidade no abismo em que eu caíra.
Necessidade, define com clareza.
Para um corte em meu coração ele parou de me beijar entre selinhos e antes mesmo que eu começasse a me lamentar ele fez "os olhos do meu amor se arregalarem", quando pegou a aliança da cabeceira de sua cama e colocou de volta em seu dedo.
Sabe os corações que aparecem no cristal central do olho em desenhos animados? Se eu estivesse na Tv, teriam aparecido nos meus ao presenciar aquela cena. Logo indaguei..
- Porque você está colocando a aliança de novo?
A resposta não poderia ter sido mais perfeita.
- Só estou colocando ela de volta no lugar do qual ela nunca deveria ter saído.
Explosão de alegria, paz, serenidade. Explosão de desespero pela felicidade. Tão dominada pelos sentimentos que não tive palavras para responder. Apenas tentei saciar meu sentimento outra vez.
O beijei novamente, e ele retribuiu de maneira tão gostosa, que era possível sugar algum sentimento de sua parte. Sua mão fez carinho na minha cintura e a outra se entrelaçava junto com a minha. Um beijo sem malícia, mas com uma enorme conexão.
Era como se finalmente tivessem jogado uma escada gigante no poço do abismo em que eu me encontrava e em cada movimento que nossos lábios sintonizavam era como se eu estivesse escalando rumo a liberdade.
Puft! A escada caiu e me derrubou junto. Susto do inesperado, dor pelo impacto.. Foi exatamente assim que me senti quando ele interrompeu nosso beijo de maneira repentina. Fixou seus olhos no chão, com a mesma afeição que as pessoas fazem quando lhes é jogada um balde d’água para acordarem.
Fiquei com medo outra vez e mesmo sem perceber já estava voltando para minha caixinha imaginaria do sofrimento. Receio, angústia, retornaram fortes, mas não o suficiente para causarem meu silêncio. Eu desejava tanto seus lábios que era inevitável não perguntar o porquê daquela ação imprevista.
- O que foi?
- Nada.
- Como nada? Então porque parou de me beijar de repente?
- Eu agi por impulso. Não era pra eu ter te beijado.
Tirou a aliança do dedo.
- Eu tive um motivo pra terminar com você e tenho que me lembrar disso. É que ficar perto de você me causa saudade, mas saudade não é o suficiente. Não quero te dar esperanças, o máximo que posso fazer é pensar no que você pediu como eu já tinha falado.
Imagine um giz velho arranhando uma lousa de forma contínua com um barulho estridente. Agonizante de se ouvir, desesperador ao extremo. Provoca a ansiedade para o término do som. Foi a mesma sensação quando Richard começou a falar, e a quebrar toda a magia daquele momento aconchegante que acabara de ter.
Estava me sentindo louca com a montanha russa de emoções.
De maneira não comum, duas únicas lágrimas caíram de meus olhos simultaneamente e mais nenhuma depois delas. Acredito que uma grande quantia de dor e decepção foi expressa ali.
- Richard.. Eu espero por você, o tempo que for preciso.
Clima pesado, assunto encerrado.
- Acho que já está na hora de você ir né?
- A casa é sua, você que manda.
- Eu te levo até o portão.
E assim o fez. O dia já estava claro e meu coração quase petrificado. Não queria ir embora, mas não tinha escolha.
- Me dá um abraço? Bem forte?
Ele envolveu seus braços na minha cintura e me abraçou. Meu olfato saboreou seu cheiro de maneira infinita e as janelas de minha alma resolveram chorar. E quanto mais intenso se tornava as águas de dor, mas intensidade ele colocava em seu abraço. Disse pela primeira vez em um tom de aflição de sua parte:
- Desculpa.
Entre soluços, respondi.
- Eu vou sentir sua falta.. Volta logo.
- Pode deixar!
- E traz minha resposta com você! Eu amo você!
Me deu um beijo na testa e abriu o portão, eu sai fisicamente porque senti que meus sentidos ficaram lá.
A essa altura eu já havia me esquecido da possibilidade de meus pais estarem me esperando acordados, pois já havia amanhecido.
Ele disse em tom provocativo tão perto de mim á ponto de cada movimento encostar quase que imperceptivelmente seus lábios nos meus..
- Não posso me aproximar.. Desse jeito?
A única coisa que consegui fazer foi sorrir e me afogar naquele momento.
Deixei toda aquela história de controle do lado, e ao fechar os olhos o beijei. Beijei não só com a boca, mas com a alma. Senti uma chama ardente no meu coração, aquele beijo lento e sem pressa, mas ao mesmo tempo intenso e cheio de sentimento fez com que eu criasse um amor ao masoquismo de beijar alguém que não era totalmente meu. Mas eu ficava tão envolvida ao perceber que ele retribuía meu beijo. Cada fio de meu cabelo se arrepiou quando ele encostou a mão no meu rosto de forma carinhosa.
Êxtase de um momento tão surreal quanto a subconsciência.
A cada segundo, eu me entregava mais aos seus lábios, a cada segundo aumentava meu medo da hora de encerrar o beijo. Queria que se eternizasse. Era como uma luz que me trazia tranqüilidade no abismo em que eu caíra.
Necessidade, define com clareza.
Para um corte em meu coração ele parou de me beijar entre selinhos e antes mesmo que eu começasse a me lamentar ele fez "os olhos do meu amor se arregalarem", quando pegou a aliança da cabeceira de sua cama e colocou de volta em seu dedo.
Sabe os corações que aparecem no cristal central do olho em desenhos animados? Se eu estivesse na Tv, teriam aparecido nos meus ao presenciar aquela cena. Logo indaguei..
- Porque você está colocando a aliança de novo?
A resposta não poderia ter sido mais perfeita.
- Só estou colocando ela de volta no lugar do qual ela nunca deveria ter saído.
Explosão de alegria, paz, serenidade. Explosão de desespero pela felicidade. Tão dominada pelos sentimentos que não tive palavras para responder. Apenas tentei saciar meu sentimento outra vez.
O beijei novamente, e ele retribuiu de maneira tão gostosa, que era possível sugar algum sentimento de sua parte. Sua mão fez carinho na minha cintura e a outra se entrelaçava junto com a minha. Um beijo sem malícia, mas com uma enorme conexão.
Era como se finalmente tivessem jogado uma escada gigante no poço do abismo em que eu me encontrava e em cada movimento que nossos lábios sintonizavam era como se eu estivesse escalando rumo a liberdade.
Puft! A escada caiu e me derrubou junto. Susto do inesperado, dor pelo impacto.. Foi exatamente assim que me senti quando ele interrompeu nosso beijo de maneira repentina. Fixou seus olhos no chão, com a mesma afeição que as pessoas fazem quando lhes é jogada um balde d’água para acordarem.
Fiquei com medo outra vez e mesmo sem perceber já estava voltando para minha caixinha imaginaria do sofrimento. Receio, angústia, retornaram fortes, mas não o suficiente para causarem meu silêncio. Eu desejava tanto seus lábios que era inevitável não perguntar o porquê daquela ação imprevista.
- O que foi?
- Nada.
- Como nada? Então porque parou de me beijar de repente?
- Eu agi por impulso. Não era pra eu ter te beijado.
Tirou a aliança do dedo.
- Eu tive um motivo pra terminar com você e tenho que me lembrar disso. É que ficar perto de você me causa saudade, mas saudade não é o suficiente. Não quero te dar esperanças, o máximo que posso fazer é pensar no que você pediu como eu já tinha falado.
Imagine um giz velho arranhando uma lousa de forma contínua com um barulho estridente. Agonizante de se ouvir, desesperador ao extremo. Provoca a ansiedade para o término do som. Foi a mesma sensação quando Richard começou a falar, e a quebrar toda a magia daquele momento aconchegante que acabara de ter.
Estava me sentindo louca com a montanha russa de emoções.
De maneira não comum, duas únicas lágrimas caíram de meus olhos simultaneamente e mais nenhuma depois delas. Acredito que uma grande quantia de dor e decepção foi expressa ali.
- Richard.. Eu espero por você, o tempo que for preciso.
Clima pesado, assunto encerrado.
- Acho que já está na hora de você ir né?
- A casa é sua, você que manda.
- Eu te levo até o portão.
E assim o fez. O dia já estava claro e meu coração quase petrificado. Não queria ir embora, mas não tinha escolha.
- Me dá um abraço? Bem forte?
Ele envolveu seus braços na minha cintura e me abraçou. Meu olfato saboreou seu cheiro de maneira infinita e as janelas de minha alma resolveram chorar. E quanto mais intenso se tornava as águas de dor, mas intensidade ele colocava em seu abraço. Disse pela primeira vez em um tom de aflição de sua parte:
- Desculpa.
Entre soluços, respondi.
- Eu vou sentir sua falta.. Volta logo.
- Pode deixar!
- E traz minha resposta com você! Eu amo você!
Me deu um beijo na testa e abriu o portão, eu sai fisicamente porque senti que meus sentidos ficaram lá.
A essa altura eu já havia me esquecido da possibilidade de meus pais estarem me esperando acordados, pois já havia amanhecido.
Porque casa página fica melhor hem ? kkkk
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