A casa dos fundos.
Página 65.
- Tudo bem, eu penso.
- Mesmo?
- Sim.
- Você promete?
- Eu prometo.
Uma lágrima caiu..
- Eu não acredito.
- Porque não? Não sou tão ruim assim.
- É que você foi tão grosso comigo lá em casa, tão ignorante. Eu não o reconheci.
O suspiro dele foi mais intenso dessa vez.
O silêncio predominou.
- Vou pegar a chave com meu avô para abrir o portão pra você, é perigoso aí fora.
Ele não deixou eu responder e já saiu de minha presença, conversou baixo com seu avô, mas não o suficiente para que eu não pudesse ouvir.
- Vô, me dá a chave para eu abrir o portão para a Sophie?
- O que ela está fazendo aqui á essa hora?
- Ela brigou com os pais dela.
- Ah, tadinha. Tá bom!
Mentiroso nato. Richard voltou em seguida e abriu o portão pra mim, ao entrar, nossos olhos se encontraram e senti uma alfinetada em meu coração.
Seu avô interrompeu um momento fútil e precioso, com sua preocupação..
- Querida, é perigoso andar por aí essas horas, tem muitos bêbados e bandidos, não faz mais isso não.
- Pode deixar.
Tocou na mão de Richard e saiu, ele estava indo para igreja, porque o relógio junto com os céus já indicava 5h00.
Causando-me admiração, ele me fez um convite, se é que posso chamar assim.
- Vamos lá pra minha casa, para não acordar o resto do 'povo'.
- Mas e sua mãe?
- Ela trabalha a noite esqueceu?
- E que horas ela volta?
- Seis e meia. Você tem uma hora e meia para conversar comigo.
Descemos então e já fraca pela noite sem descanso ou alimentos, sentei na cama dele. Ele sentou ao meu lado. E começamos a jogar conversa fora..
- Não te respondi lá fora, mas não vou te deixar no vácuo dessa vez. Eu fui ignorante e grosso com você na sua casa, porque era a única forma de você me deixar ir embora.
- Mas não precisava ser tão frio daquela maneira. Parecia até que você me odiava.
- Se tivesse sido diferente você teria deixado eu ir?
- Não! Mas eu não deixei, você ainda está aqui no meu coração.
Ele não teve resposta. Percebi que falar de nós só iria "quebrar" aquele ser amigável que ele estava no momento.
Conversa vai, conversa volta, vem, foi, permaneceu.
E de repente veio á tona aquela sensação de familiaridade entre nós. Sentimento de pertencermos um ao outro, de liberdade, intimidade. Sorrimos em sintonia. Foi quando eu voltei ao meu normal, quais os motivos do sorriso? Ele não era meu de verdade, por mais que eu sentisse isso.
Suspiros, quatro suspiros eu dei.
Ele se aproximou.. e começou a me observar. Meu coração se assustou. Ar gelado no interior da barriga, sua proximidade me deixou trêmula e sedenta.
- Não fica tão próximo de mim.
- Porque não?
Falei com um sorriso envergonhado no rosto.
- Porque eu vou ficar com vontade de te beijar e eu não posso mais.
Ele sorriu e nos olhamos. Porém para tentar manter o auto-controle meus olhos voltaram-se para frente. Ele se aproximou mais ainda, perto o suficiente para eu sentir sua respiração, perto o suficiente para sua boca ficar afastada da minha apenas por centímetros, perto o suficiente para eu entender que aquele gesto era um degrau para saciar meu desejo, minha saudade.
Observei seus olhos e ele fixava os dele em minha boca, e quando eu menos esperava..
- Tudo bem, eu penso.
- Mesmo?
- Sim.
- Você promete?
- Eu prometo.
Uma lágrima caiu..
- Eu não acredito.
- Porque não? Não sou tão ruim assim.
- É que você foi tão grosso comigo lá em casa, tão ignorante. Eu não o reconheci.
O suspiro dele foi mais intenso dessa vez.
O silêncio predominou.
- Vou pegar a chave com meu avô para abrir o portão pra você, é perigoso aí fora.
Ele não deixou eu responder e já saiu de minha presença, conversou baixo com seu avô, mas não o suficiente para que eu não pudesse ouvir.
- Vô, me dá a chave para eu abrir o portão para a Sophie?
- O que ela está fazendo aqui á essa hora?
- Ela brigou com os pais dela.
- Ah, tadinha. Tá bom!
Mentiroso nato. Richard voltou em seguida e abriu o portão pra mim, ao entrar, nossos olhos se encontraram e senti uma alfinetada em meu coração.
Seu avô interrompeu um momento fútil e precioso, com sua preocupação..
- Querida, é perigoso andar por aí essas horas, tem muitos bêbados e bandidos, não faz mais isso não.
- Pode deixar.
Tocou na mão de Richard e saiu, ele estava indo para igreja, porque o relógio junto com os céus já indicava 5h00.
Causando-me admiração, ele me fez um convite, se é que posso chamar assim.
- Vamos lá pra minha casa, para não acordar o resto do 'povo'.
- Mas e sua mãe?
- Ela trabalha a noite esqueceu?
- E que horas ela volta?
- Seis e meia. Você tem uma hora e meia para conversar comigo.
Descemos então e já fraca pela noite sem descanso ou alimentos, sentei na cama dele. Ele sentou ao meu lado. E começamos a jogar conversa fora..
- Não te respondi lá fora, mas não vou te deixar no vácuo dessa vez. Eu fui ignorante e grosso com você na sua casa, porque era a única forma de você me deixar ir embora.
- Mas não precisava ser tão frio daquela maneira. Parecia até que você me odiava.
- Se tivesse sido diferente você teria deixado eu ir?
- Não! Mas eu não deixei, você ainda está aqui no meu coração.
Ele não teve resposta. Percebi que falar de nós só iria "quebrar" aquele ser amigável que ele estava no momento.
Conversa vai, conversa volta, vem, foi, permaneceu.
E de repente veio á tona aquela sensação de familiaridade entre nós. Sentimento de pertencermos um ao outro, de liberdade, intimidade. Sorrimos em sintonia. Foi quando eu voltei ao meu normal, quais os motivos do sorriso? Ele não era meu de verdade, por mais que eu sentisse isso.
Suspiros, quatro suspiros eu dei.
Ele se aproximou.. e começou a me observar. Meu coração se assustou. Ar gelado no interior da barriga, sua proximidade me deixou trêmula e sedenta.
- Não fica tão próximo de mim.
- Porque não?
Falei com um sorriso envergonhado no rosto.
- Porque eu vou ficar com vontade de te beijar e eu não posso mais.
Ele sorriu e nos olhamos. Porém para tentar manter o auto-controle meus olhos voltaram-se para frente. Ele se aproximou mais ainda, perto o suficiente para eu sentir sua respiração, perto o suficiente para sua boca ficar afastada da minha apenas por centímetros, perto o suficiente para eu entender que aquele gesto era um degrau para saciar meu desejo, minha saudade.
Observei seus olhos e ele fixava os dele em minha boca, e quando eu menos esperava..
ain, tremi só de ler a ultima parte, que lindo *-*
ResponderExcluirQueria entender o Rich , serio kkkkkkk
ResponderExcluirMuito obrigado, necessito destas letras de vocês! *-* E quanto ao Richard, ele está em um processo de metamorfose. Se tornará irreconhecível, continuem acompanhando *-*
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