A casa dos fundos.
Página 69.
Sínica e receosa, me contradiz e ousei.
- Oi Richard.
Eu confesso que meu coração esperava um abraço caloroso de quem estava com saudades e com dores agudas na palma da mão assim como eu. Mas o obvio que eu não enxergava era a improbabilidade disto acontecer.
- Oi. O que você está fazendo aqui?
- Vim te ver, estava com saudades..
- Como sabe que eu iria chegar hoje?
- Mentiras têm pernas curtas Richard, o destino está ao meu favor.
Sorri descaradamente. Adentrei-me um pouco mais á seu quarto e o encarei. Queria conversar com ele, mas era impossível com seu primo ali. E acho que ele também percebeu isso, porque logo foi dizendo:
- Ow, dá licença pra mim e pra Sophie aqui, nós precisamos conversar a sós. Amanhã nos falamos?
- Tá bom cara. Até amanhã então.
E saiu, mostrei meus dentes mais uma vez.
No meio de seu quarto havia uma bicicleta de fazer ginástica e como sua cama estava uma bagunça foi o único local que tive para me aconchegar.
Jogamos conversa fora, por um longo tempo. Assuntos fúteis e comuns. Mas, eu não resisti, meu coração precisava da resposta..
- Richard, e aí? Você pensou?
- Pensou no que?
- Você sabe, em nós dois.
- Eu falei que iria te dar a resposta daqui a uma semana, não daqui a três dias.
- Você disse que iria me responder quando voltasse, não tenho culpa que voltou antes. Por favor, necessito saber logo!
- Eu ainda não pensei.
Permaneci em silêncio. Aquela declaração era algo bom? Ou ruim? Se fosse não, ele teria dito logo. Mas talvez, se fosse não, ele não teria coragem de falar.
Não sabia o que pensar, era complexo, confuso e frustrante. Mas eu ainda tinha uma noite toda pela frente, pelo menos era o que eu pensava.
Eu ainda teria que pedir pra ele me deixar ficar, mas eu preferi optar pelo plano A de distraí-lo até ser tarde demais pra eu supostamente “voltar para casa”.
Mas seus sentidos estavam mais aguçados do que eu imaginei..
- Sophie, que horas você vai embora?
Já eram 23h30.
- Por quê?
- Porque já está tarde, eu quero dormir.
- Não posso voltar para casa, falei para minha mãe que ia dormir na Lorrane.
- E você vai dormir onde?
Fiquei em silêncio.
- Olha aqui, se você tá pensando que vai ficar aqui, pode ir tirando seu cavalinho da chuva!
E agora?! Desespero.
- Vou chamar minha irmã, e você dorme na casa dela.
Meu coração imediatamente gritou: "NÃÃÃÃÃO!"
Mas não foi alto o suficiente para ele ouvir. Eu tinha que ter uma solução.
Enquanto ele saiu, entrei em meu Orkut pelo seu computador para ver se alguma das meninas estava online, e para minha sorte estava. Letícia! Mandei um “Scraap” pra ela..
Sophie: Amiga, o Richard não quer deixar eu dormir aqui. Tem como eu ir pra sua casa agora?
Sínica e receosa, me contradiz e ousei.
- Oi Richard.
Eu confesso que meu coração esperava um abraço caloroso de quem estava com saudades e com dores agudas na palma da mão assim como eu. Mas o obvio que eu não enxergava era a improbabilidade disto acontecer.
- Oi. O que você está fazendo aqui?
- Vim te ver, estava com saudades..
- Como sabe que eu iria chegar hoje?
- Mentiras têm pernas curtas Richard, o destino está ao meu favor.
Sorri descaradamente. Adentrei-me um pouco mais á seu quarto e o encarei. Queria conversar com ele, mas era impossível com seu primo ali. E acho que ele também percebeu isso, porque logo foi dizendo:
- Ow, dá licença pra mim e pra Sophie aqui, nós precisamos conversar a sós. Amanhã nos falamos?
- Tá bom cara. Até amanhã então.
E saiu, mostrei meus dentes mais uma vez.
No meio de seu quarto havia uma bicicleta de fazer ginástica e como sua cama estava uma bagunça foi o único local que tive para me aconchegar.
Jogamos conversa fora, por um longo tempo. Assuntos fúteis e comuns. Mas, eu não resisti, meu coração precisava da resposta..
- Richard, e aí? Você pensou?
- Pensou no que?
- Você sabe, em nós dois.
- Eu falei que iria te dar a resposta daqui a uma semana, não daqui a três dias.
- Você disse que iria me responder quando voltasse, não tenho culpa que voltou antes. Por favor, necessito saber logo!
- Eu ainda não pensei.
Permaneci em silêncio. Aquela declaração era algo bom? Ou ruim? Se fosse não, ele teria dito logo. Mas talvez, se fosse não, ele não teria coragem de falar.
Não sabia o que pensar, era complexo, confuso e frustrante. Mas eu ainda tinha uma noite toda pela frente, pelo menos era o que eu pensava.
Eu ainda teria que pedir pra ele me deixar ficar, mas eu preferi optar pelo plano A de distraí-lo até ser tarde demais pra eu supostamente “voltar para casa”.
Mas seus sentidos estavam mais aguçados do que eu imaginei..
- Sophie, que horas você vai embora?
Já eram 23h30.
- Por quê?
- Porque já está tarde, eu quero dormir.
- Não posso voltar para casa, falei para minha mãe que ia dormir na Lorrane.
- E você vai dormir onde?
Fiquei em silêncio.
- Olha aqui, se você tá pensando que vai ficar aqui, pode ir tirando seu cavalinho da chuva!
E agora?! Desespero.
- Vou chamar minha irmã, e você dorme na casa dela.
Meu coração imediatamente gritou: "NÃÃÃÃÃO!"
Mas não foi alto o suficiente para ele ouvir. Eu tinha que ter uma solução.
Enquanto ele saiu, entrei em meu Orkut pelo seu computador para ver se alguma das meninas estava online, e para minha sorte estava. Letícia! Mandei um “Scraap” pra ela..
Sophie: Amiga, o Richard não quer deixar eu dormir aqui. Tem como eu ir pra sua casa agora?
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