A casa dos fundos.
Página 68.
- Fala logo, não me deixe nessa agonia.
- A primeira coisa é que eu conversei com a Anny, e ela disse que tudo bem. Te espera as 20h na casa dela.
- Sério? Ah! Que ótimo!
- Mas..
- Tinha que ter um mas.
- Calma! O único "mas" é que você terá que ir embora as 9h00 porque o irmão dela acorda 09h30 e você só poderá voltar pra lá as 06h00 porque é o horário da mãe dela sair do serviço.
- Isso é ótimo. Tenho até ás 06h00 pra tentar recuperar meu Richard de volta! Ah.. E o vídeo? Entregou pro Avô dele?
- Então, o Avô dele não estava, portanto, deixei com o primo dele.
- É, estava perfeito demais pra ser verdade. O primo dele não vai muito com a minha cara, duvido que entregue. Mas agora é hora de fazer ‘figuinhas’ né?
- Calma! Pensamento positivo amiga!
- Nossa! Você é um anjo, nem sei como te agradecer.
- Amigas são pra isso!
- Eu to aqui pra tudo! Pode contar comigo!
- Eu sei. Bom, então até mais tarde na casa da Anny.
- Até Mí.
TuTuTuTuTuTuTuTuTuTuTuTuTu..
Parecia inacreditável, por enquanto tudo estava indo bem. A cada segundo avançado a adrenalina me consumia. Difícil lidar com aquelas sensações.
Minha mãe, deixou eu dormir na casa da suposta “Lorrane”. E agora, era só esperar Richard chegar e ir pra lá.
Mas ei, que horas que a mãe dele sai pra trabalhar? E como vou saber que horas ele chega? E quem vai abrir o portão pra mim? Eu não tinha pensado nisso.
Busca, busca, busca, abre a mente, soluções, esqueça os perdidos, eu preciso de achados, achados.. Achados.. Achei!
Sua prima! Manuelle. Ela sempre foi simpática comigo, talvez ela pudesse ajudar. Não sabia se ela era de confiança ou não, mas era minha única alternativa.
Arrumei minha “mochila”. - Esqueci de comentar que na época, ele era apaixonado pelo tênis Nike 6.0, e ele queria um prateado, mas o modelo era feminino. Eu achava ridículo, mas ele não sabia disso. Queria que ele me achasse linda e estilosa, comprei um. E naquele dia eu o usei pela primeira vez, - uma regata preta com um decote leve, joguei por cima uma camiseta listrada caída para amenizar. Jeans apertado. Cabelo bem escovado. Maquiagem e gloss. Eu queria arrasar, no completo bom sentido que essa palavra tem.
Eram ainda 19h, fui mais cedo porque antes iria passar na própria casa de Richard, para conversar com Manuelle. Para facilitar as coisas, ela estava no portão, sentada apreciando o movimento dos carros.
- Manuelle?
- Oi So! E aí, tudo bem?
- Não muito, mas vou ficar melhor se você puder me ajudar.
- Ã? Como assim?
- Bom, como você já deve saber, o Richard terminou comigo.
Seus olhos aumentaram a fisionomia.
- Sério? Eu não sabia não!
- É, terminou. E.. Assim, eu precisava que você me avisasse quando ele chegasse e a mãe dele saísse para ir trabalhar. Porque eu vou vir aqui e ele não sabe. É surpresa! Pra tentar.. Resolver as coisas entre nós dois. A única coisa que preciso é da sua ligação pra saber a hora que o sinal irá ficar verde.
Ela sorriu e seus olhos diziam: "Menina! Como você é danada!" Mas sem insistências de mim, ou poréns dela, concordou.
Trocamos os números de celulares e de lá fui pra Anny.
Chegando lá, Anny não estava sozinha. Mikaelly e Letícia também marcaram sua presença.
A meados da situação contei todo meu plano e para minha surpresa Letícia demonstrou interesse em ajudar.
Anny tinha um jeito excêntrico e único de ser, e foi ela que ficou mais “afobada”, - se é que posso usar esse termo - para que eu fosse logo.
21h15 - Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac: “Everybody sees it’s you.. I’m the one that lost the view” ♪
Era o toque do meu celular. No visor, o número de Manuelle. Todas as garotas em silêncio e pareciam que tão ansiosas quanto eu.
- Alô?
- Sophie?
- Sim!
- Oi, pode vim! Ele já está aqui faz um bom tempinho e sua mãe acabou de sair.
- Ok! Muitíssimo obrigado.
Depois de acertar os últimos detalhes com Anny, fui em direção á casa de Richard, tentando mentalizar na preparação do meu psicológico.
Chegando lá, Manu abriu o portão para mim e eu fui até sua casa.
A porta estava aberta e eu podia ouvir sua voz e a de seu primo trocando palavras.
Aquilo despertou uma saudade inconsciente e de repente uma covardia. Eu deveria entrar direto e agarrá-lo. Mas eu resolvi apenas bater na porta. Seu primo apareceu e não tentou evitar seu espanto. Quase gaguejando, apenas disse:
- O.. O.. Oi?
- Posso entrar?
- Entra, Richard está aqui dentro.
Caminhando, coloquei meus pés em seu quarto. Ele estava no computador. Virou para ver quem era.. Nossos olhos se encontraram.
- Fala logo, não me deixe nessa agonia.
- A primeira coisa é que eu conversei com a Anny, e ela disse que tudo bem. Te espera as 20h na casa dela.
- Sério? Ah! Que ótimo!
- Mas..
- Tinha que ter um mas.
- Calma! O único "mas" é que você terá que ir embora as 9h00 porque o irmão dela acorda 09h30 e você só poderá voltar pra lá as 06h00 porque é o horário da mãe dela sair do serviço.
- Isso é ótimo. Tenho até ás 06h00 pra tentar recuperar meu Richard de volta! Ah.. E o vídeo? Entregou pro Avô dele?
- Então, o Avô dele não estava, portanto, deixei com o primo dele.
- É, estava perfeito demais pra ser verdade. O primo dele não vai muito com a minha cara, duvido que entregue. Mas agora é hora de fazer ‘figuinhas’ né?
- Calma! Pensamento positivo amiga!
- Nossa! Você é um anjo, nem sei como te agradecer.
- Amigas são pra isso!
- Eu to aqui pra tudo! Pode contar comigo!
- Eu sei. Bom, então até mais tarde na casa da Anny.
- Até Mí.
TuTuTuTuTuTuTuTuTuTuTuTuTu..
Parecia inacreditável, por enquanto tudo estava indo bem. A cada segundo avançado a adrenalina me consumia. Difícil lidar com aquelas sensações.
Minha mãe, deixou eu dormir na casa da suposta “Lorrane”. E agora, era só esperar Richard chegar e ir pra lá.
Mas ei, que horas que a mãe dele sai pra trabalhar? E como vou saber que horas ele chega? E quem vai abrir o portão pra mim? Eu não tinha pensado nisso.
Busca, busca, busca, abre a mente, soluções, esqueça os perdidos, eu preciso de achados, achados.. Achados.. Achei!
Sua prima! Manuelle. Ela sempre foi simpática comigo, talvez ela pudesse ajudar. Não sabia se ela era de confiança ou não, mas era minha única alternativa.
Arrumei minha “mochila”. - Esqueci de comentar que na época, ele era apaixonado pelo tênis Nike 6.0, e ele queria um prateado, mas o modelo era feminino. Eu achava ridículo, mas ele não sabia disso. Queria que ele me achasse linda e estilosa, comprei um. E naquele dia eu o usei pela primeira vez, - uma regata preta com um decote leve, joguei por cima uma camiseta listrada caída para amenizar. Jeans apertado. Cabelo bem escovado. Maquiagem e gloss. Eu queria arrasar, no completo bom sentido que essa palavra tem.
Eram ainda 19h, fui mais cedo porque antes iria passar na própria casa de Richard, para conversar com Manuelle. Para facilitar as coisas, ela estava no portão, sentada apreciando o movimento dos carros.
- Manuelle?
- Oi So! E aí, tudo bem?
- Não muito, mas vou ficar melhor se você puder me ajudar.
- Ã? Como assim?
- Bom, como você já deve saber, o Richard terminou comigo.
Seus olhos aumentaram a fisionomia.
- Sério? Eu não sabia não!
- É, terminou. E.. Assim, eu precisava que você me avisasse quando ele chegasse e a mãe dele saísse para ir trabalhar. Porque eu vou vir aqui e ele não sabe. É surpresa! Pra tentar.. Resolver as coisas entre nós dois. A única coisa que preciso é da sua ligação pra saber a hora que o sinal irá ficar verde.
Ela sorriu e seus olhos diziam: "Menina! Como você é danada!" Mas sem insistências de mim, ou poréns dela, concordou.
Trocamos os números de celulares e de lá fui pra Anny.
Chegando lá, Anny não estava sozinha. Mikaelly e Letícia também marcaram sua presença.
A meados da situação contei todo meu plano e para minha surpresa Letícia demonstrou interesse em ajudar.
Anny tinha um jeito excêntrico e único de ser, e foi ela que ficou mais “afobada”, - se é que posso usar esse termo - para que eu fosse logo.
21h15 - Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac: “Everybody sees it’s you.. I’m the one that lost the view” ♪
Era o toque do meu celular. No visor, o número de Manuelle. Todas as garotas em silêncio e pareciam que tão ansiosas quanto eu.
- Alô?
- Sophie?
- Sim!
- Oi, pode vim! Ele já está aqui faz um bom tempinho e sua mãe acabou de sair.
- Ok! Muitíssimo obrigado.
Depois de acertar os últimos detalhes com Anny, fui em direção á casa de Richard, tentando mentalizar na preparação do meu psicológico.
Chegando lá, Manu abriu o portão para mim e eu fui até sua casa.
A porta estava aberta e eu podia ouvir sua voz e a de seu primo trocando palavras.
Aquilo despertou uma saudade inconsciente e de repente uma covardia. Eu deveria entrar direto e agarrá-lo. Mas eu resolvi apenas bater na porta. Seu primo apareceu e não tentou evitar seu espanto. Quase gaguejando, apenas disse:
- O.. O.. Oi?
- Posso entrar?
- Entra, Richard está aqui dentro.
Caminhando, coloquei meus pés em seu quarto. Ele estava no computador. Virou para ver quem era.. Nossos olhos se encontraram.
(Anny tinha um jeito excêntrico e único de ser, e foi ela que ficou mais “afobada”, - se é que posso usar esse termo - para que eu fosse logo. )
ResponderExcluirUHUUUUUUUUUUUL gostei *----*
KKKKK, sabia! ;) Que bom! *-*
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