A casa dos fundos.
Página 72.
- Espero que tenha tocado em seu coração também.
Silêncio outra vez. E assim ficou por um bom tempo, até que meus ouvidos escutaram um chamado que pra mim foi surreal.
- Sophie, deita aqui comigo?
Eu não consegui hesitar. Eu o amava e estar tão perto dele era indispensável.
Desliguei o computador, levantei e fui.
Surgiu um clima estranho, porque fiquei sem jeito de estar ali, tão junto á ele.
Permaneci meus olhos na televisão, e não sabia o que esperar. Mas não precisei esperar nada, porque Richard de repente estava com o rosto colado ao meu, sua respiração interferindo a minha, e seus olhos penetrando em meu olhar.
Eu não resisti, e não quis saber se o teria de volta ou não, tudo que queria era o beijo envolvente, carinhoso e cheio do qual eu sentia tanta falta.
E então, apenas encostei meus lábios nos dele, e ele me beijou.
Me descontrolei, porque eu não queria que aquele momento se acabasse. Entreguei toda minha intensidade aquele beijo e meu coração ficou "apertado" de alívio, medo, sofrimento e amor. Minhas mãos enchiam sua nuca de carinho e minha mente só desejava que se eternizasse, buscava insaciavelmente o infinito.
Foi quando ele interrompeu o beijo inesperadamente outra vez. E já foi falando..
- Calma, assim você me deixa sem fôlego.
- Desculpa, é a saudade.
- Confesso, também estava com saudades de você.
- Mesmo?
- Sim!
- Então.. Isso quer dizer que..
Fui interrompida.
- Não, isso não quer dizer nada.
- Não?
- Não!
- Richard, então porque me beijou?
- Já disse, estava com saudades.
- E só?
- Não sei.
- Que seja! Saudade não é o suficiente?
- O que você quer de mim hein?
- Quero você.
- Mas não deu certo da primeira vez, o que te faz pensar que daria certo de novo?
- Eu mudo por você. Eu prometo, faço o que for preciso. Tento até ser menos pegajosa, te ver menos. Tudo que te irrita, fala que eu mudo!
Ele suspirou.
- Tá.. Tá bom.
Essa palavra sempre me deixava de maneira demasiadamente confusa.
- Como assim, tá bom?
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