A casa dos fundos.


Página 77.


Richard diz: Meu, não tem mais volta! Não dá mais pra empurrar com a barriga, assim que ela entrar eu vou acabar com toda essa farsa que ela chama de namoro.
Letícia diz: Mas, e se der só um tempo? Pensei que você gostasse dela!
Richard diz: Eu também pensava isso, mas parei de pensar á muito tempo. 
Letícia diz: Então porque não terminou antes, para não deixá-la tão iludida?
Richard diz: Porque eu tinha dó.”

Implorei de maneiras mútuas por mais ajuda, porque eu não tinha muitas opções, mas Letícia fez descaso e eu percebi a má vontade. Deixei-a de lado, meu foco era na minha felicidade.
Sem saber direito o que, pra quê, ou o quê, na madrugada do dia 21 para o dia 22 de fevereiro, fui até a casa de Richard. O plano era tê-lo de volta, e depois ir direto pra escola, por isso já fui uniformizada. Na mente, inconsciência.
Cheguei lá e o portão do quintal estava trancado, o "testosterona" me fez pular. Bati na porta de sua casa de maneira insistente, até que ele abrisse.
E ao colocar os pés naquela casa, mal poderia imaginar que meu emocional se desabaria por completo.
Seu olhar era penetrante de maneira desafiadora, eu tinha certo constrangimento em começar a falar o meu objetivo.
Tentei atuar, lhe dando um abraço e dizendo com sinísmo:

- Vim te ver amor!

Ele se afastou..

- Não se faça de tonta.
- Me faço de apaixonada! Para de ser impulsivo, não vale a pena jogar toda nossa história pro alto!
- Ah é? E o que vale a pena? Olhar todos os dias para você e fingir algum sentimento? Eu não agüento mais!
- Quem gostou uma vez, pode tentar gostar de novo! É só uma crise, com o tempo passa!
- O que eu espero que passe, é esse seu amor por mim.
- Amor é eterno, ele nunca acaba. Pena que você não entende isso!
- Pronto? Já acabou? 
- Não!
- Fala, to esperando!

E foi possível ouvir o “som das estrelas”. Porque minha boca calou-se, sumiram-se as palavras de minha mente, a racionalidade estava trabalhando o autocontrole, eu sabia que não tinha muito que fazer, mas eu queria fazer algo.
Cinco minutos após o silêncio, Richard teve a atitude irônica de tratar-me de maneira totalmente carnal.

- Vou tomar banho.
- Tá, eu espero.
- Você não quer ir comigo?
- Não! Não sou mais sua namorada!
- E se fosse?

Decepção. Ele não seria capaz de voltar comigo só pra ter meu corpo. É, ele não foi.
Ele fez pior! Com a fragilidade dos meus sentidos naquele momento, ele se levantou e envolveu uma mão em uma cintura, e entre beijos no meu pescoço causou-me arrepio. Tentava me concentrar em limites, mas todo o calor que possuía nele me dominava. Disse sussurrando em meu ouvido..

- Aproveita, aproveita que hoje é o ultimo dia!

Nesse momento uma pitada de ódio nasceu de fundo. O empurrei de maneira que ele me soltasse, virei às costas e a indignação tomou conta de mim.
Mas antes mesmo que eu pudesse abrir a boca pra reclamar, ele me abraçou por trás e com suas mãos alisando minha pele tirou minha blusa, depois virou-me fazendo com que eu ficasse frente a frente com ele. Nossos lábios quase juntos e ele disse..

- Não fala nada, fica quietinha!

Em um beijo súbito de excitação, ele me envolveu com seu toque e de maneira brusca, jogou-me sobre a cama, sem que nossos corpos se desgrudassem por um segundo.


[...]

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