A casa dos fundos.
Página 60.
O "Tum Tum Tum Tum Tum Tum" sem vírgulas tornou-se Tum... Tum... Tum! Lentamente as vogais foram processando o sentido do dito.
Inacreditável, doloroso, inaceitável.
- Para! Não fala isso...
- Sophie, acabou.
Desabaram todas as lágrimas guardadas das vezes que fingi que nada havia acontecido, uma tempestade ocorreu de meus olhos.
- Richard, por favor.. Não me deixa!
- Não dá mais pra empurrar com a barriga. Você merece alguém melhor.
- Eu não quero ninguém, só quero você! Me diz o que eu fiz? Me diz que eu mudo!
- O problema não é você, sou eu!
- Não me vem com essa desculpa clichê!
- Eu não gosto mais de você como antes.
- Richard.. Então espera! Você ia esperar até as aulas voltarem, continua comigo nesse tempo, eu tento fazer você gostar de mim, se você gostou uma vez, você pode gostar de novo.
- Sophie, não! Você já sabe, eu não preciso esperar até lá agora.
A essa altura, minhas pálpebras já estavam enxadas e minhas lágrimas com um tempero de dor, estavam infinitas.
Êxtase, desespero.
- Você pode me trair, é só eu não ficar sabendo! Você pode fazer o que quiser por aí, só permaneça comigo, por favor, não me deixa.. Não me deixa!
Aumentei o tom da voz.
- EU NÃO VIVO SEM VOCÊ!
- Me leva até o portão, quero ir embora.
- Richard não vai, fica aqui comigo..
Eu o agarrei forte. E o ensopei também.
- Me solta!
- Fica comigo, eu te amo, eu te amo muito.
- Mais eu não!
- Me da um beijo, nem que seja o último..
- Não!
- Por favor..
Ele virou o rosto pra mim e friamente disse:
- Me beija você então, eu não vou mover um músculo.
Encostei meus lábios nos dele e senti como se estivesse saciando meu corpo de algo que necessitava, porém como ele já havia avisado não retribuiu nada, nem o selinho demorado, nem a tentativa de um beijo real, muito menos os abraços, a única coisa que senti foram "facas" surreais entrando dentro do meu coração.
A idéia de perdê-lo era mortífera para mim.
Entre as demonstrações de necessidade, meu sobrinho, filho de Valerie entrou no meu quarto e me viu chorando, tentando beijar Richard e ele sério e imóvel como uma estátua. Como já era de se esperar e típico de toda criança ele foi correndo contar pra minha mãe. Eu o ignorei, esperando que ela o ignorasse também, naquele instante só Richard importava.
Ouvi então os passos de minha mãe subindo a escada, e antes que eu me desse conta ela já estava no seu interrogatório.
- O que está acontecendo aqui?
Eu respondi..
- Nada!
- Como nada? Porque você tá chorando?
- Não é nada!
- O Kawii disse que o Richard estava ignorando seus beijos.
- É mentira, não liga!
- Richard me responde o que aconteceu?
- Nada não Dona Éster, era brincadeira nossa. E eu já estou indo embora!
Me irritei. A partir daqui, tudo entre gritos.
- Você não vai embora!
- Parar de gritar filha!
- Sai daqui, eu quero ficar sozinha com o Richard!
- Sophie me conta o que aconteceu!
- Agora não, dá pra você me deixar sozinha? Eu preciso conversar com ele sobre uma coisa importante mãe!
Desespero, raiva, angustia, turbilhões de sensações.
Ele se levantou para ir..
- Você senta ai Richard! Mãe.. Sai!
- Você me paga.
Ela saiu. Acabou-se os gritos, permaneceu o vácuo deles.
E eu? Eu era imbecil, uma completa imbecil obsessivamente apaixonada.
Eu o agarrei com todas as forças que pude, mas foi quando eu percebi que ele havia chegado ao limite também.
- Se você não me deixar eu ir embora e me soltar agora, nem amigos vamos ser, tá me ouvindo?!
Sem saída. Era difícil controlar a razão quando o coração gritava de dor.
- Eu te amo.
Foi a única coisa que consegui dizer.
- Eu sei, mas você sabe que eu não.
Silêncio.
- Quer me fazer um favor?
Esperança.
- Sim! Eu faço qualquer coisa por você.
Hipnoticamente submissa. Hipnotizada por quem? Por meu coração.
O "Tum Tum Tum Tum Tum Tum" sem vírgulas tornou-se Tum... Tum... Tum! Lentamente as vogais foram processando o sentido do dito.
Inacreditável, doloroso, inaceitável.
- Para! Não fala isso...
- Sophie, acabou.
Desabaram todas as lágrimas guardadas das vezes que fingi que nada havia acontecido, uma tempestade ocorreu de meus olhos.
- Richard, por favor.. Não me deixa!
- Não dá mais pra empurrar com a barriga. Você merece alguém melhor.
- Eu não quero ninguém, só quero você! Me diz o que eu fiz? Me diz que eu mudo!
- O problema não é você, sou eu!
- Não me vem com essa desculpa clichê!
- Eu não gosto mais de você como antes.
- Richard.. Então espera! Você ia esperar até as aulas voltarem, continua comigo nesse tempo, eu tento fazer você gostar de mim, se você gostou uma vez, você pode gostar de novo.
- Sophie, não! Você já sabe, eu não preciso esperar até lá agora.
A essa altura, minhas pálpebras já estavam enxadas e minhas lágrimas com um tempero de dor, estavam infinitas.
Êxtase, desespero.
- Você pode me trair, é só eu não ficar sabendo! Você pode fazer o que quiser por aí, só permaneça comigo, por favor, não me deixa.. Não me deixa!
Aumentei o tom da voz.
- EU NÃO VIVO SEM VOCÊ!
- Me leva até o portão, quero ir embora.
- Richard não vai, fica aqui comigo..
Eu o agarrei forte. E o ensopei também.
- Me solta!
- Fica comigo, eu te amo, eu te amo muito.
- Mais eu não!
- Me da um beijo, nem que seja o último..
- Não!
- Por favor..
Ele virou o rosto pra mim e friamente disse:
- Me beija você então, eu não vou mover um músculo.
Encostei meus lábios nos dele e senti como se estivesse saciando meu corpo de algo que necessitava, porém como ele já havia avisado não retribuiu nada, nem o selinho demorado, nem a tentativa de um beijo real, muito menos os abraços, a única coisa que senti foram "facas" surreais entrando dentro do meu coração.
A idéia de perdê-lo era mortífera para mim.
Entre as demonstrações de necessidade, meu sobrinho, filho de Valerie entrou no meu quarto e me viu chorando, tentando beijar Richard e ele sério e imóvel como uma estátua. Como já era de se esperar e típico de toda criança ele foi correndo contar pra minha mãe. Eu o ignorei, esperando que ela o ignorasse também, naquele instante só Richard importava.
Ouvi então os passos de minha mãe subindo a escada, e antes que eu me desse conta ela já estava no seu interrogatório.
- O que está acontecendo aqui?
Eu respondi..
- Nada!
- Como nada? Porque você tá chorando?
- Não é nada!
- O Kawii disse que o Richard estava ignorando seus beijos.
- É mentira, não liga!
- Richard me responde o que aconteceu?
- Nada não Dona Éster, era brincadeira nossa. E eu já estou indo embora!
Me irritei. A partir daqui, tudo entre gritos.
- Você não vai embora!
- Parar de gritar filha!
- Sai daqui, eu quero ficar sozinha com o Richard!
- Sophie me conta o que aconteceu!
- Agora não, dá pra você me deixar sozinha? Eu preciso conversar com ele sobre uma coisa importante mãe!
Desespero, raiva, angustia, turbilhões de sensações.
Ele se levantou para ir..
- Você senta ai Richard! Mãe.. Sai!
- Você me paga.
Ela saiu. Acabou-se os gritos, permaneceu o vácuo deles.
E eu? Eu era imbecil, uma completa imbecil obsessivamente apaixonada.
Eu o agarrei com todas as forças que pude, mas foi quando eu percebi que ele havia chegado ao limite também.
- Se você não me deixar eu ir embora e me soltar agora, nem amigos vamos ser, tá me ouvindo?!
Sem saída. Era difícil controlar a razão quando o coração gritava de dor.
- Eu te amo.
Foi a única coisa que consegui dizer.
- Eu sei, mas você sabe que eu não.
Silêncio.
- Quer me fazer um favor?
Esperança.
- Sim! Eu faço qualquer coisa por você.
Hipnoticamente submissa. Hipnotizada por quem? Por meu coração.
Como o richard mudoooou ;o tadinha da Sophie =/
ResponderExcluirestá faltando uma página em . . .
ResponderExcluirA história é ótima parabéns!
concordo está faltando páginas rs
ResponderExcluirParabens :D
Que angústiante :(
ResponderExcluirparaaaaaaaaaa de nos deixar na mão :(
ResponderExcluirvoc ta esquecendo da promessa que fez, vai acabar perdendo leitores por falta de compromisso ):
ResponderExcluirpara de nos deixar na mão D:²
ResponderExcluirpara de nos deixar na mão³ esqueceu da gente ):
ResponderExcluirvenho todo dia na esperança dela ter postado, e nada =/
ResponderExcluirisso não ta certo, quando você postar posta tbm posta todas as pag dos dias que voce não posto u.u
ResponderExcluirque descaso!
ResponderExcluirMinhas leitoras, se é que posso usar o adjetivo de posse. A resposta está na página acima :)
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