A casa dos fundos.
Página 39.
Com esforço para tentar disfarçar o tom de choro que havia em minha voz, eu respondi..
- Só estou com dor de cabeça!
- Vou pedir pro Richard pegar um remédio para você.
- Não posso comer de barriga vazia.
Eu juro que não falei isso na intenção de pedir algo para comer, só foi a primeira desculpa que inventei para não tomar o remédio.
- Richard, vai comprar na padaria comprar pão, porque a Sophie está com fome!
Então, ele veio até mim..
- Quando você estiver com fome, fala! Não espera ficar com dor de cabeça pra ficar dando uma de vítima.
Pegou a chave e foi.. Ainda bem que eu estava de cabeça baixa porque a vergonha me dominou naquele momento. Mas sua mãe era discreta e, mas uma vez não falou nada. Ela só se deitou na cama e ligou a televisão, manteve todo seu foco nela.
Eu realmente estava mal, e perceber o quanto Richard estava sendo frio comigo, não me ajudou em nada. Eu queria ir embora, mas não tinha coragem de me levantar. Tudo que eu queria era voltar ao tempo e não ter tentado arrumar nada, nem fazer nada do meu jeito. No fundo, algo me dizia que a culpa não era minha, mas todo o resto me dava a certeza de que era. Fiquei fazendo preces para que quando Richard voltasse, ele estivesse melhor. Algo no meu ouvido, sussurrava que ele estava pensando em terminar comigo. Eu via isso em seu olhar! Mas eu tentei mesmo ignorar todas as vozes, porque isso era a última coisa no mundo que eu queria!
Interrompendo meus pensamentos, seus passos anunciaram sua volta! Ele demorou uns 15 min. para fazer o um lanche pra mim e depois foi ao quarto me chamar.
- Sophie vem, tá pronto!
Eu enxuguei minhas lágrimas sem que dona Adriana percebesse, e então tentei colocar em prática tudo que aprendi em alguns meses fazendo teatro.
Levantei-me, fui até a cozinha e sentei.
Meus olhos iam andando junto com Richard. Ele pegou um prato, colocou o pão e trouxe até mim, ao colocar em cima da mesa, para minha surpresa - e alívio - ele me deu um selinho. Eu sorri. E isso já me deu a oportunidade de tentar conversar normalmente como ele, e a conversa fluiu para minha tranquilidade.
Após o término do "lanche da tarde"..
- Richard.. eu queria conversar com você amor!
- Sobre?
- Nós.
- Então vem aqui fora comigo..
Ele me levou até o quintal, para sua mãe não ouvir a conversa, mas só foi colocarmos os pés para fora que a chuva começou a cair. Então, fomos até uma parte coberta que ficava entre a casa do seu avô e a do seu primo. Ele encostou-se na parede e me olhou.
- Pode falar!
- Amor, desculpa pela briga. Acho que foi uma tremenda besteira e foi horrível te ver daquele jeito comigo, prometo que nunca mais vai se repetir.
- Tudo bem.
- Você não vai me pedir desculpas também?
- Não!
Sua face mudou, ele ficou com um rosto de algo muito ruim, como se fosse outra pessoa, um ser mal. Naquele momento eu não consegui ver nada de dócil que havia em Richard antes! Meu coração se constrangeu e o maior medo que tive naquele momento era de o sentimento dele por mim, estar diminuindo! Então evitei, qualquer exigência, qualquer coisa que pudesse prejudicar mais..
- Tudo bem.. Não precisa! Vamos esquecer isso então!
Enchi ele de selinhos, mas percebi que sua maneira de retribuí-los não era tão empolgante como antes.
- Volta ao normal comigo amor volta? Fica normal com sua Japinha!
- Acabamos de brigar, não é tão fácil assim.
Eu permaneci muda. Tentei abraçá-lo, mas recebi dele o abraço mais "sem vontade" que já havia recebido de alguém. Olhei então fixamente em seus olhos.
- Amor, Posso te fazer uma pergunta?
- Pode!
- Aquela hora.. Que você saiu de perto de mim, você estava pensando em terminar comigo não estava?!
Sua afeição mudou outra vez, e mesmo sem sorrisos, parece que o meu verdadeiro Richard tinha voltado, mas isso não fez com que sua resposta fosse boa.
- Sim! Como.. Como você sabe?
Seus olhos esbanjavam espanto.
- Eu pressenti. Algo lá no fundo me dizia!
- É, eu sai de perto de você, porque comecei a pensar nisso, e percebi que era errado. Não queria terminar com você, então me afastei e tentei pensar em outras coisas!
- Ainda bem! Nunca mais pense nisso! Nunca quero te perder, nunca!
Assim que a ultima palavra saiu da minha boca, toda aquela "ruindade" que transparecia alguns minutos atrás em Richard voltou. Ele parou de olhar em meus olhos. Suas sobrancelhas se franziram. Ele permaneceu em silêncio.
- Amor que foi?
- Nada!
- Então fica normal!
- Eu estou normal!
- Não, não está! Me fala.. Pode falar tudo pra mim, nós temos que ter um relacionamento aberto, sem segredos, sem limitações!
Ele começou a tremer a perna, da mesma maneira que eu costumava fazer. Respirou fundo, "virou os olhos", e soltou as seguintes palavras:
- É que..
Com esforço para tentar disfarçar o tom de choro que havia em minha voz, eu respondi..
- Só estou com dor de cabeça!
- Vou pedir pro Richard pegar um remédio para você.
- Não posso comer de barriga vazia.
Eu juro que não falei isso na intenção de pedir algo para comer, só foi a primeira desculpa que inventei para não tomar o remédio.
- Richard, vai comprar na padaria comprar pão, porque a Sophie está com fome!
Então, ele veio até mim..
- Quando você estiver com fome, fala! Não espera ficar com dor de cabeça pra ficar dando uma de vítima.
Pegou a chave e foi.. Ainda bem que eu estava de cabeça baixa porque a vergonha me dominou naquele momento. Mas sua mãe era discreta e, mas uma vez não falou nada. Ela só se deitou na cama e ligou a televisão, manteve todo seu foco nela.
Eu realmente estava mal, e perceber o quanto Richard estava sendo frio comigo, não me ajudou em nada. Eu queria ir embora, mas não tinha coragem de me levantar. Tudo que eu queria era voltar ao tempo e não ter tentado arrumar nada, nem fazer nada do meu jeito. No fundo, algo me dizia que a culpa não era minha, mas todo o resto me dava a certeza de que era. Fiquei fazendo preces para que quando Richard voltasse, ele estivesse melhor. Algo no meu ouvido, sussurrava que ele estava pensando em terminar comigo. Eu via isso em seu olhar! Mas eu tentei mesmo ignorar todas as vozes, porque isso era a última coisa no mundo que eu queria!
Interrompendo meus pensamentos, seus passos anunciaram sua volta! Ele demorou uns 15 min. para fazer o um lanche pra mim e depois foi ao quarto me chamar.
- Sophie vem, tá pronto!
Eu enxuguei minhas lágrimas sem que dona Adriana percebesse, e então tentei colocar em prática tudo que aprendi em alguns meses fazendo teatro.
Levantei-me, fui até a cozinha e sentei.
Meus olhos iam andando junto com Richard. Ele pegou um prato, colocou o pão e trouxe até mim, ao colocar em cima da mesa, para minha surpresa - e alívio - ele me deu um selinho. Eu sorri. E isso já me deu a oportunidade de tentar conversar normalmente como ele, e a conversa fluiu para minha tranquilidade.
Após o término do "lanche da tarde"..
- Richard.. eu queria conversar com você amor!
- Sobre?
- Nós.
- Então vem aqui fora comigo..
Ele me levou até o quintal, para sua mãe não ouvir a conversa, mas só foi colocarmos os pés para fora que a chuva começou a cair. Então, fomos até uma parte coberta que ficava entre a casa do seu avô e a do seu primo. Ele encostou-se na parede e me olhou.
- Pode falar!
- Amor, desculpa pela briga. Acho que foi uma tremenda besteira e foi horrível te ver daquele jeito comigo, prometo que nunca mais vai se repetir.
- Tudo bem.
- Você não vai me pedir desculpas também?
- Não!
Sua face mudou, ele ficou com um rosto de algo muito ruim, como se fosse outra pessoa, um ser mal. Naquele momento eu não consegui ver nada de dócil que havia em Richard antes! Meu coração se constrangeu e o maior medo que tive naquele momento era de o sentimento dele por mim, estar diminuindo! Então evitei, qualquer exigência, qualquer coisa que pudesse prejudicar mais..
- Tudo bem.. Não precisa! Vamos esquecer isso então!
Enchi ele de selinhos, mas percebi que sua maneira de retribuí-los não era tão empolgante como antes.
- Volta ao normal comigo amor volta? Fica normal com sua Japinha!
- Acabamos de brigar, não é tão fácil assim.
Eu permaneci muda. Tentei abraçá-lo, mas recebi dele o abraço mais "sem vontade" que já havia recebido de alguém. Olhei então fixamente em seus olhos.
- Amor, Posso te fazer uma pergunta?
- Pode!
- Aquela hora.. Que você saiu de perto de mim, você estava pensando em terminar comigo não estava?!
Sua afeição mudou outra vez, e mesmo sem sorrisos, parece que o meu verdadeiro Richard tinha voltado, mas isso não fez com que sua resposta fosse boa.
- Sim! Como.. Como você sabe?
Seus olhos esbanjavam espanto.
- Eu pressenti. Algo lá no fundo me dizia!
- É, eu sai de perto de você, porque comecei a pensar nisso, e percebi que era errado. Não queria terminar com você, então me afastei e tentei pensar em outras coisas!
- Ainda bem! Nunca mais pense nisso! Nunca quero te perder, nunca!
Assim que a ultima palavra saiu da minha boca, toda aquela "ruindade" que transparecia alguns minutos atrás em Richard voltou. Ele parou de olhar em meus olhos. Suas sobrancelhas se franziram. Ele permaneceu em silêncio.
- Amor que foi?
- Nada!
- Então fica normal!
- Eu estou normal!
- Não, não está! Me fala.. Pode falar tudo pra mim, nós temos que ter um relacionamento aberto, sem segredos, sem limitações!
Ele começou a tremer a perna, da mesma maneira que eu costumava fazer. Respirou fundo, "virou os olhos", e soltou as seguintes palavras:
- É que..
Eu vou matar esse rich :@
ResponderExcluireu to amaaaaando a historia !cada dia fico mais curiooosa >.< Parabens flor
ResponderExcluirah man sem para nas melhores partes assim não vo aguentar kkkkk
ResponderExcluirNossa meu Deus que agonia pra saber oqe ele vai dizer >.<
ResponderExcluirCara to adorando a historia *-*
ResponderExcluirGente, cadê? Quero mais, essa historia ta inigualavelmente prendendo a minha atenção.
ResponderExcluirUASHSAUH, Obrigado amores! Obrigado mesmo. Adoro o entusiasmo de vocês, ele me inspira a caprichar cada vez mais ♥
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