A casa dos fundos.
Página 46.
Sabe aquelas sensações de "só acredito vendo"? Foi a que senti. Mesmo sabendo o que normalmente tinha dentro desses tipos de caixinhas meu coração só iria "saltar" de alegria quando minha visão trouxesse a certeza.
E sem delongas abri a caixa e dentro dela estava um lindo par de alianças de compromissos reluzentes. Vocês devem pensar que o meu corpo é o mais "sorridente" do mundo, mas que seja. A alegria constante que senti naquele momento foi única, até hoje.. Nada se comparou.
Veio em minha mente que conversando com minha mãe no meu aniversário de 15 anos eu disse a ela: Mãe, meu sonho é ganhar um Buquê de Flores, um ursinho e uma aliança. Ela me deu um Buquê de Flores de aniversário e agora o meu namorado, amor da minha vida me deu a aliança. Pra mim, era tão importante porque significava muito mais do que anéis de compromisso, significava na verdade um símbolo de amor, total entrega e dedicação ao parceiro. Um símbolo de permanência e pensamentos de futura eternidade. Namoros eram comuns, mas quando havia aliança queria dizer que era um preparamento para um casório, representava que aquele casal tinha planos futuros, pelo menos era isso que eu acreditava.
Meus olhos encheram-se d'água e palavras bonitas me faltaram naquele momento. Ao olhar pra Richard expressei tudo que sentia quando a primeira lágrima caiu dos meus olhos fazendo a curva pelo sorriso estampado em minha boca. Eu o abracei bem forte, mas bem forte mesmo e não tive pressa em soltá-lo.
- Obrigado meu amor! Muito obrigada.. Eu to tão.. Tão feliz! Eu te amo tanto, tanto!
Ele sorria e nada dizia, mas curtimos aquele momento mesmo sem a expressão das palavras e pra mim, foi a melhor conversa que já tivemos. Ele me encheu de toques de lábios mesmo quando estávamos rindo. Minha reação de alegria permaneceu e a vontade de expressá-la também. Chamei minha mãe.. Aos berros.
- ÔÔ Mããe!
Ela subiu de pressa, assustada e desconfiada como sempre.
- O que foi?
Levei até ela a caixinha que tanto me trazia emoção.
- Sua primeira aliança Filha! Que linda, que linda, que linda!
Ela sorriu e sua felicidade foi tão excêntrica quanto a minha, de repente parecíamos duas bobas pulando diante de um bem material. Richard olhava para nós e vermelho soltava gargalhadas, no fim, todos rimos juntos.
- Você já experimentou filha? Serviu direitinho? Coloca no dedo pra Mãe ver.
Ela me fez lembrar de que no empolgamento de toda a situação eu nem me preocupara em ver se serviu. Mas Richard era certeiro e a aliança entrou no meu dedo tão facilmente quanto a adição de dois mais dois.
Depois de mais alguns pulos de alegria minha mãe desceu. Eu voltei para os braços de Richard e ficamos de "melo-melo".
- Tem que levar pra gravar nossos nomes amor!
- Quando vamos? Quero ir juntinha contigo.
- Segunda feira! Tá bom pra você?
- Está ótimo.
Nos envolvemos em um beijo caloroso e cheio de paixão. Ao término ficamos conversando e conversando, trocando cutucadas, risadas, gracinhas e palhaçadas. Foi quando eu perguntei..
- Vai vir aqui amanhã ou eu vou lá na sua casa amor?
Pergunta inocente sem intimações, juro.
- Amor.. Acho melhor nos vermos só Segunda-Feira.
A resposta pode ter tido a mesma inocência que minha pergunta, porém estas tinha lá seus motivos, e eram esses que me preocupavam. A possibilidade de quais seriam que me afligia. Hesitei em perguntar, mas não resisti. Mesmo insegura, me enfiei de cabeça em minhas dúvidas.
- Porque amor? Porque isso de novo?
- Porque nós brigamos já uma vez a ponto de quase terminarmos nosso namoro. Qualquer coisa é motivo de discussão. Não quero enjoar de você e já te disse uma vez e talvez você precise se apegar menos em mim.
- Me apegar menos em você? Agora que já estou completamente apegada? Qual objetivo disso?
- Você não pode precisar de mim pra tudo.
- E não preciso.. Só preciso pra ser feliz!
- É melhor não nos vermos com freqüência, acredite em mim, estou fazendo isso pro bem do nosso namoro.
- Eu sei que está. O problema era que antes, você que fazia questão de estar comigo todos os dias.. E agora não mais. Os papeis inverteram e isso significa que alguma coisa aí dentro mudou.
Ele permaneceu em silêncio, aquilo me frustrou.
- Posso te fazer uma pergunta?
- Pode!
- Porque você me deu uma aliança então?
Sabe aquelas sensações de "só acredito vendo"? Foi a que senti. Mesmo sabendo o que normalmente tinha dentro desses tipos de caixinhas meu coração só iria "saltar" de alegria quando minha visão trouxesse a certeza.
E sem delongas abri a caixa e dentro dela estava um lindo par de alianças de compromissos reluzentes. Vocês devem pensar que o meu corpo é o mais "sorridente" do mundo, mas que seja. A alegria constante que senti naquele momento foi única, até hoje.. Nada se comparou.
Veio em minha mente que conversando com minha mãe no meu aniversário de 15 anos eu disse a ela: Mãe, meu sonho é ganhar um Buquê de Flores, um ursinho e uma aliança. Ela me deu um Buquê de Flores de aniversário e agora o meu namorado, amor da minha vida me deu a aliança. Pra mim, era tão importante porque significava muito mais do que anéis de compromisso, significava na verdade um símbolo de amor, total entrega e dedicação ao parceiro. Um símbolo de permanência e pensamentos de futura eternidade. Namoros eram comuns, mas quando havia aliança queria dizer que era um preparamento para um casório, representava que aquele casal tinha planos futuros, pelo menos era isso que eu acreditava.
Meus olhos encheram-se d'água e palavras bonitas me faltaram naquele momento. Ao olhar pra Richard expressei tudo que sentia quando a primeira lágrima caiu dos meus olhos fazendo a curva pelo sorriso estampado em minha boca. Eu o abracei bem forte, mas bem forte mesmo e não tive pressa em soltá-lo.
- Obrigado meu amor! Muito obrigada.. Eu to tão.. Tão feliz! Eu te amo tanto, tanto!
Ele sorria e nada dizia, mas curtimos aquele momento mesmo sem a expressão das palavras e pra mim, foi a melhor conversa que já tivemos. Ele me encheu de toques de lábios mesmo quando estávamos rindo. Minha reação de alegria permaneceu e a vontade de expressá-la também. Chamei minha mãe.. Aos berros.
- ÔÔ Mããe!
Ela subiu de pressa, assustada e desconfiada como sempre.
- O que foi?
Levei até ela a caixinha que tanto me trazia emoção.
- Sua primeira aliança Filha! Que linda, que linda, que linda!
Ela sorriu e sua felicidade foi tão excêntrica quanto a minha, de repente parecíamos duas bobas pulando diante de um bem material. Richard olhava para nós e vermelho soltava gargalhadas, no fim, todos rimos juntos.
- Você já experimentou filha? Serviu direitinho? Coloca no dedo pra Mãe ver.
Ela me fez lembrar de que no empolgamento de toda a situação eu nem me preocupara em ver se serviu. Mas Richard era certeiro e a aliança entrou no meu dedo tão facilmente quanto a adição de dois mais dois.
Depois de mais alguns pulos de alegria minha mãe desceu. Eu voltei para os braços de Richard e ficamos de "melo-melo".
- Tem que levar pra gravar nossos nomes amor!
- Quando vamos? Quero ir juntinha contigo.
- Segunda feira! Tá bom pra você?
- Está ótimo.
Nos envolvemos em um beijo caloroso e cheio de paixão. Ao término ficamos conversando e conversando, trocando cutucadas, risadas, gracinhas e palhaçadas. Foi quando eu perguntei..
- Vai vir aqui amanhã ou eu vou lá na sua casa amor?
Pergunta inocente sem intimações, juro.
- Amor.. Acho melhor nos vermos só Segunda-Feira.
A resposta pode ter tido a mesma inocência que minha pergunta, porém estas tinha lá seus motivos, e eram esses que me preocupavam. A possibilidade de quais seriam que me afligia. Hesitei em perguntar, mas não resisti. Mesmo insegura, me enfiei de cabeça em minhas dúvidas.
- Porque amor? Porque isso de novo?
- Porque nós brigamos já uma vez a ponto de quase terminarmos nosso namoro. Qualquer coisa é motivo de discussão. Não quero enjoar de você e já te disse uma vez e talvez você precise se apegar menos em mim.
- Me apegar menos em você? Agora que já estou completamente apegada? Qual objetivo disso?
- Você não pode precisar de mim pra tudo.
- E não preciso.. Só preciso pra ser feliz!
- É melhor não nos vermos com freqüência, acredite em mim, estou fazendo isso pro bem do nosso namoro.
- Eu sei que está. O problema era que antes, você que fazia questão de estar comigo todos os dias.. E agora não mais. Os papeis inverteram e isso significa que alguma coisa aí dentro mudou.
Ele permaneceu em silêncio, aquilo me frustrou.
- Posso te fazer uma pergunta?
- Pode!
- Porque você me deu uma aliança então?
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