A casa dos fundos.
Página 54.
Sentamos em uma mesa em que todas as “senhoras e senhoritas” da família estavam. Ouvi comentários sobre mim, e demos muitas risadas. Uma prima dele ironicamente dizia que éramos um grude, muito chicletinho, que deveríamos parar, porque doce demais enjoa. E com isto, dei a risada mais falsa da minha vida em retribuição daquele comentário, mas parece que Richard iria segui-lo a risca, porque assim que ela terminou de dizer suas conclusões sobre namoro - como se ela soubesse algo, estava quase nos 30 solteirona. Ele levantou-se e ficou andando pra lá e pra cá, conversando com o povo, pra ser mais específica, com os garotos. Ainda bem! Mas eu me senti deslocada. Não conhecia ninguém ali, todos em assuntos familiares e eu não tinha nem palavras para acrescentar sobre qualquer assunto. Fiquei calada, quieta e sabia que isso iria dar a impressão errada, porém não havia muitas opções para se fazer a respeito. Mas ele o fez por mim, pelo menos temporariamente, quando o avistei vindo em minha direção, me deu um selinho e me convidou para andar por aí e fomos.
Subimos para uma parte do sítio que naquela neblina poderia até ser um plágio de crepúsculo e eu daria tudo para que Richard fosse tão intenso quanto o personagem "Jacob" do filme naquele momento. Conversamos, e trocamos carinhos.
Percebia que o olhar de Rebeca nos guiava aonde quer que fosse.. E quando estávamos voltando para a direção do núcleo da festa, ela o chamou. Sim, teve a belíssima "cara de pau" de vir falar com ele na minha presença. E o tom de provocação em sua voz era claro..
- Rich, posso falar com você rapidinho?
Ele me olhou, minha afeição dizia tudo.
- Fala.
- A sós.
Nossa, ela era mesmo abusada. Eu senti uma grande quantia de veneno naquelas palavras. Novamente a cena dos tapas merecidos na cara voltou em minha mente. Mais permaneci em silêncio, a decisão era dele.
- Sophie, tem algum problema de eu ir falar com ela?
Pelo menos me pediu.
- Não, realmente espero que não tenha nenhum problema.
E sorriso sarcástico estampou meu rosto. Eles saíram e ficaram ao lado de um carro não tão distante, a ponto de que eu conseguisse os enxergar, eu e o resto os convidados. E então, todos na festa voltaram o olhar para mim. Tudo bem, não era todos, mas era essa a impressão que tive. Queria um saco plástico para cobrir meu rosto, ou até, um pescoço bem grande, como os de avestruz para enfiar dentro da terra e usar a tática de "se eu não os vejo, eles também não me vêem".
Tentei me concentrar no foco realmente importante, eles dois.
Ela ria enquanto ele se esforçava para permanecer sério, mas eu sabia que havia risos internos ali. Salete não havia ido a festa, mas parece que tinha mandado recado. Conversaram por 2 horas – na verdade, 12 minutos, mas para mim, pareceu à eternidade que continha dentro do clico de 60 minutos.
Finalmente ele voltou para minhas mãos, mas ela saiu sorridente demais. E aquilo realmente me incomodou, tanto a ponto de não conseguir dar mais nenhum sorriso sincero a partir daquele momento.
- Amor, o que ela queria?
- Ah nada demais, só jogar conversa fora.
- A sós?
- É, ela sabe que você não vai com a cara dela.
- E pra se jogar conversa fora precisa de 12 minutos?
- Você contou?
Minha vez de gaguejar!
- Não.. É.. É.. Palpite.
- Sei.
E desde aquela conversa ele não foi mais o mesmo. Ele já não estava lá o "Don Juan" que conheci, e parece que voltou molhado por Rebeca de uma dose de frieza.
Sem me avisar, sem me chamar, saiu e me deixou sozinha, no meio de todos os convidados. Foi beber refrigerante com os homens mais velhos, porque era novo demais pra beber cerveja - Patético - E não voltou.
De novo avistei vários olhares em minha direção. Não sabia pra onde ir. Quando vi sua irmã e sua mãe, me aproximei delas, tentei me enturmar, mas logo se separaram. Lauren foi cuidar de sua sobrinha e dona Adriana foi ‘conversar’ com as amigas.
Recuei-me em um canto afastado – mas não o suficiente para impedir olhares e fiquei parada, de braços cruzados, olhando pro nada, pensando em tudo.
Meu coração estava magoado, eu pensei que iria ser perfeito, ele prometeu não sair do meu lado a festa inteira, ele sabia que eu não conhecia ninguém, e o pior era que Rebeca e suas "colegas" zombavam internamente de mim, disfarçando palavras, mas não a risada.
Sentamos em uma mesa em que todas as “senhoras e senhoritas” da família estavam. Ouvi comentários sobre mim, e demos muitas risadas. Uma prima dele ironicamente dizia que éramos um grude, muito chicletinho, que deveríamos parar, porque doce demais enjoa. E com isto, dei a risada mais falsa da minha vida em retribuição daquele comentário, mas parece que Richard iria segui-lo a risca, porque assim que ela terminou de dizer suas conclusões sobre namoro - como se ela soubesse algo, estava quase nos 30 solteirona. Ele levantou-se e ficou andando pra lá e pra cá, conversando com o povo, pra ser mais específica, com os garotos. Ainda bem! Mas eu me senti deslocada. Não conhecia ninguém ali, todos em assuntos familiares e eu não tinha nem palavras para acrescentar sobre qualquer assunto. Fiquei calada, quieta e sabia que isso iria dar a impressão errada, porém não havia muitas opções para se fazer a respeito. Mas ele o fez por mim, pelo menos temporariamente, quando o avistei vindo em minha direção, me deu um selinho e me convidou para andar por aí e fomos.
Subimos para uma parte do sítio que naquela neblina poderia até ser um plágio de crepúsculo e eu daria tudo para que Richard fosse tão intenso quanto o personagem "Jacob" do filme naquele momento. Conversamos, e trocamos carinhos.
Percebia que o olhar de Rebeca nos guiava aonde quer que fosse.. E quando estávamos voltando para a direção do núcleo da festa, ela o chamou. Sim, teve a belíssima "cara de pau" de vir falar com ele na minha presença. E o tom de provocação em sua voz era claro..
- Rich, posso falar com você rapidinho?
Ele me olhou, minha afeição dizia tudo.
- Fala.
- A sós.
Nossa, ela era mesmo abusada. Eu senti uma grande quantia de veneno naquelas palavras. Novamente a cena dos tapas merecidos na cara voltou em minha mente. Mais permaneci em silêncio, a decisão era dele.
- Sophie, tem algum problema de eu ir falar com ela?
Pelo menos me pediu.
- Não, realmente espero que não tenha nenhum problema.
E sorriso sarcástico estampou meu rosto. Eles saíram e ficaram ao lado de um carro não tão distante, a ponto de que eu conseguisse os enxergar, eu e o resto os convidados. E então, todos na festa voltaram o olhar para mim. Tudo bem, não era todos, mas era essa a impressão que tive. Queria um saco plástico para cobrir meu rosto, ou até, um pescoço bem grande, como os de avestruz para enfiar dentro da terra e usar a tática de "se eu não os vejo, eles também não me vêem".
Tentei me concentrar no foco realmente importante, eles dois.
Ela ria enquanto ele se esforçava para permanecer sério, mas eu sabia que havia risos internos ali. Salete não havia ido a festa, mas parece que tinha mandado recado. Conversaram por 2 horas – na verdade, 12 minutos, mas para mim, pareceu à eternidade que continha dentro do clico de 60 minutos.
Finalmente ele voltou para minhas mãos, mas ela saiu sorridente demais. E aquilo realmente me incomodou, tanto a ponto de não conseguir dar mais nenhum sorriso sincero a partir daquele momento.
- Amor, o que ela queria?
- Ah nada demais, só jogar conversa fora.
- A sós?
- É, ela sabe que você não vai com a cara dela.
- E pra se jogar conversa fora precisa de 12 minutos?
- Você contou?
Minha vez de gaguejar!
- Não.. É.. É.. Palpite.
- Sei.
E desde aquela conversa ele não foi mais o mesmo. Ele já não estava lá o "Don Juan" que conheci, e parece que voltou molhado por Rebeca de uma dose de frieza.
Sem me avisar, sem me chamar, saiu e me deixou sozinha, no meio de todos os convidados. Foi beber refrigerante com os homens mais velhos, porque era novo demais pra beber cerveja - Patético - E não voltou.
De novo avistei vários olhares em minha direção. Não sabia pra onde ir. Quando vi sua irmã e sua mãe, me aproximei delas, tentei me enturmar, mas logo se separaram. Lauren foi cuidar de sua sobrinha e dona Adriana foi ‘conversar’ com as amigas.
Recuei-me em um canto afastado – mas não o suficiente para impedir olhares e fiquei parada, de braços cruzados, olhando pro nada, pensando em tudo.
Meu coração estava magoado, eu pensei que iria ser perfeito, ele prometeu não sair do meu lado a festa inteira, ele sabia que eu não conhecia ninguém, e o pior era que Rebeca e suas "colegas" zombavam internamente de mim, disfarçando palavras, mas não a risada.
Nem postou ontem =/
ResponderExcluirDesculpe! :/ Mas já recompensei.. Duas páginas! (:
ResponderExcluir