A casa dos fundos.
Página 53.
A música era do Chris Brown, chamava-se Crawl, e o ritmo era envolvente. Ao ouvi-la o rosto dele também veio em minha mente.
Meus olhos ao acompanharem aquelas palavras ficaram apreensivos. Eram belas, porém tinha significados demais. Parecia que subliminarmente ele queria dizer que tudo que ele sentia por mim havia desaparecido, mas ele queria que voltasse, por isso ainda estava comigo, por isso ainda estava lutando.
- É linda!
- Não tanto quanto você.
Os elogios de Richard ultimamente me deixavam feliz, mas não com a intensidade de antes, porque eu sabia que os momentos apaixonantes dele não duravam muito.
Encerramos a conversa horas depois.
Sexta feira, 29 de Janeiro [...]
Sábado, 30 de Janeiro. A data da festa finalmente tinha chegado, passei o dia arrumando a mochila já que iria passar o final de semana lá.
Pintar as unhas, fazer escova no cabelo, eu tinha que estar deslumbrante.
Era difícil escolher o que usar em um aniversário em um sítio, mas depois de horas de dúvida finalmente decidi. Calça jeans preta justa, "bata" tomara que caia dourada e sapatilha. No liso artificial, cachos de babyllis na ponta.
Perfume, um beijo caloroso nos meus pais.
Subi até a casa dele para irmos juntos, ao chegar lá encontrei-o sem camisa terminando de se arrumar. Seus exercícios caseiros faziam mesmo efeito. Os pequenos músculos que se formavam em seus braços me atraíram irresistivelmente. Sem inocência alguma o abracei bem forte por trás. Ele virou-se para mim e ao me ver, sorriu, e a primeira coisa que saiu de sua boca foi:
- Você está linda!
Eu sorri, logo dona Adriana apareceu e concordou:
- Está mesmo, muito bonita!
- Obrigado.
Minhas bochechas ficaram rosadas e meu coração alegre. Mas alegria não durou tanto tempo, como já era de se esperar, porque.. Enquanto penteava o cabelo ele disse:
- Amor, a Salete vai!
- O que?
- É, a Rebeca falou que talvez levaria ela.
- Tá bom, então não vou.
- Para com isso!
- Eu estou falando sério.
- Calma, eu não vou sair do seu lado, prometo!
- Reze pra ela não ir Richard!
Inconformada. Aquela noite tinha tudo para ser perfeita. Eu tinha até forjado minha mente para não pensar na confusão do telefonema do dia 28. Eu estava me esforçando para fingir que tudo sempre esteve bem, e meus planos não poderiam ser estragados pela mesma pessoa que atormentou todo o meu namoro, meu pesadelo real. Eu não sabia o que faria se visse ela lá, e nem sei se poderia fazer algo, não queria dar vexame na frente da família. Mas só de ouvir ele citar o nome dela, eu já me "mordia todinha" de ódio e ciúmes, e eu sabia o quanto ela era "éxpert" em se oferecer.
Tentei me acalmar e a técnica de "respirar e soltar" depois de feita algumas vezes funcionou.
Richard terminou de se arrumar e ele, seus primos, sua tia, seu tio, sua mãe e eu fomos á caminho do Sítio.
Todos já estavam lá, fomos os últimos a chegar. De mãos dadas e "morrendo" de vergonha fomos em direção as pessoas que estavam na parte concreta onde ocorria a festa.
Cumprimentei a aniversariante e Richard também, e mal terminamos de desejar os bons votos, quando avistei Rebeca.
Richard foi pegar cadeiras para nos sentarmos, meu coração se afligiu por medo de um possível contato entre os dois.
Ele passou reto mas a olhou e percebi que ela olhou pra mim e depois ao voltar sua visão pra ele, balançou a cabeça negativamente. Eu sabia muito bem o que aquilo queria dizer. (Então sem limites, fui correndo e pulei em cima dela. Á joguei no chão com o peso de meu corpo e comecei a esbofetear seu rosto. Com tapas e unhadas, no calor do momento quase arranquei aqueles cabelos loiros que eu tanto odiava.) É, foi exatamente essa cena que passou pela minha cabeça, essa foi a vontade que tive na hora, mas me controlei, estava fingindo tanto ultimamente, que decidi só ir atrás de Richard como se não tivesse visto nada.
A música era do Chris Brown, chamava-se Crawl, e o ritmo era envolvente. Ao ouvi-la o rosto dele também veio em minha mente.
Meus olhos ao acompanharem aquelas palavras ficaram apreensivos. Eram belas, porém tinha significados demais. Parecia que subliminarmente ele queria dizer que tudo que ele sentia por mim havia desaparecido, mas ele queria que voltasse, por isso ainda estava comigo, por isso ainda estava lutando.
- É linda!
- Não tanto quanto você.
Os elogios de Richard ultimamente me deixavam feliz, mas não com a intensidade de antes, porque eu sabia que os momentos apaixonantes dele não duravam muito.
Encerramos a conversa horas depois.
Sexta feira, 29 de Janeiro [...]
Sábado, 30 de Janeiro. A data da festa finalmente tinha chegado, passei o dia arrumando a mochila já que iria passar o final de semana lá.
Pintar as unhas, fazer escova no cabelo, eu tinha que estar deslumbrante.
Era difícil escolher o que usar em um aniversário em um sítio, mas depois de horas de dúvida finalmente decidi. Calça jeans preta justa, "bata" tomara que caia dourada e sapatilha. No liso artificial, cachos de babyllis na ponta.
Perfume, um beijo caloroso nos meus pais.
Subi até a casa dele para irmos juntos, ao chegar lá encontrei-o sem camisa terminando de se arrumar. Seus exercícios caseiros faziam mesmo efeito. Os pequenos músculos que se formavam em seus braços me atraíram irresistivelmente. Sem inocência alguma o abracei bem forte por trás. Ele virou-se para mim e ao me ver, sorriu, e a primeira coisa que saiu de sua boca foi:
- Você está linda!
Eu sorri, logo dona Adriana apareceu e concordou:
- Está mesmo, muito bonita!
- Obrigado.
Minhas bochechas ficaram rosadas e meu coração alegre. Mas alegria não durou tanto tempo, como já era de se esperar, porque.. Enquanto penteava o cabelo ele disse:
- Amor, a Salete vai!
- O que?
- É, a Rebeca falou que talvez levaria ela.
- Tá bom, então não vou.
- Para com isso!
- Eu estou falando sério.
- Calma, eu não vou sair do seu lado, prometo!
- Reze pra ela não ir Richard!
Inconformada. Aquela noite tinha tudo para ser perfeita. Eu tinha até forjado minha mente para não pensar na confusão do telefonema do dia 28. Eu estava me esforçando para fingir que tudo sempre esteve bem, e meus planos não poderiam ser estragados pela mesma pessoa que atormentou todo o meu namoro, meu pesadelo real. Eu não sabia o que faria se visse ela lá, e nem sei se poderia fazer algo, não queria dar vexame na frente da família. Mas só de ouvir ele citar o nome dela, eu já me "mordia todinha" de ódio e ciúmes, e eu sabia o quanto ela era "éxpert" em se oferecer.
Tentei me acalmar e a técnica de "respirar e soltar" depois de feita algumas vezes funcionou.
Richard terminou de se arrumar e ele, seus primos, sua tia, seu tio, sua mãe e eu fomos á caminho do Sítio.
Todos já estavam lá, fomos os últimos a chegar. De mãos dadas e "morrendo" de vergonha fomos em direção as pessoas que estavam na parte concreta onde ocorria a festa.
Cumprimentei a aniversariante e Richard também, e mal terminamos de desejar os bons votos, quando avistei Rebeca.
Richard foi pegar cadeiras para nos sentarmos, meu coração se afligiu por medo de um possível contato entre os dois.
Ele passou reto mas a olhou e percebi que ela olhou pra mim e depois ao voltar sua visão pra ele, balançou a cabeça negativamente. Eu sabia muito bem o que aquilo queria dizer. (Então sem limites, fui correndo e pulei em cima dela. Á joguei no chão com o peso de meu corpo e comecei a esbofetear seu rosto. Com tapas e unhadas, no calor do momento quase arranquei aqueles cabelos loiros que eu tanto odiava.) É, foi exatamente essa cena que passou pela minha cabeça, essa foi a vontade que tive na hora, mas me controlei, estava fingindo tanto ultimamente, que decidi só ir atrás de Richard como se não tivesse visto nada.
kkkkkk eu ri com essa ultima parte kkkk
ResponderExcluirmaaaaaais o/
A surrealidade da mente de uma garota apaixonada não é mesmo? Quem é que nunca fez isso? rs Continue acompanhando a história ;)
ResponderExcluir