A casa dos fundos.
Página 49.
- Que era muito cedo pra comprar uma aliança. Que me conhecia e sabia que esse relacionamento não iria durar. Ela disse que sabia que eu gostava de você, mas que ninguém fica pra sempre com a primeira namorada. Que eu iria me enjoar e iria terminar e querer conhecer novos beijos, novos sorrisos, novas pessoas. Que a aliança só iria iludir você, e que ela não queria nenhuma garota iludida enchendo o saco na porta da casa dela. Por isso muitas vezes fiquei estranho com você, foi difícil tomar uma decisão. As mães sempre tem razão e eu estava com medo dela ter razão dessa vez também, mas foi o meu coração que falou mais alto e eu o ouvi.
Tentei processar todas aquelas informações que tinham sido passadas. Não era legal ter a "sogra" como inimiga, afinal à regra é sempre 'mães em primeiro lugar'. Talvez eu estivesse exagerando, ela ainda gostava de mim, só se preocupava com o filho dela e o bem estar. Talvez ela fosse apenas egoísta demais pra se preocupar com o sentimento das pessoas, mas isso não queria dizer que ela me odiava.
Todas essas palavras deveriam ter provocado em mim avulsão á ela, mas na realidade foi o antônimo que aconteceu. Despertou-se lá no meu coração, na parte mais "funda" dele - se é que isso existe mesmo, - a vontade de conquistá-la e provar pra ela que toda regra existe uma exceção, e eu era esta.
Richard e sua mania de interromper pensamentos.
- Mas ela não falou por mal tá bom amor? Não quero que fique chateada com ela. Você sabe como Mães são super-protetoras ás vezes.
- Relaxa! Eu não ligo, depende de nós mudarmos essa concepção dela e eu vou fazer por onde!
Ele apenas sorriu, sem demonstração de afeto. Voltamos nosso foco para a televisão que estava em nossa frente.
O dia passou rápido até a hora de eu ir embora.
Depois disso o ritmo de nosso namoro permaneceu o mesmo que um medidor de batimentos cardíacos. Instável, mas permanente. Tínhamos nossos altos e baixos, os melhores e piores momentos juntos.
Uma vez, ele até me levou á um casamento onde toda sua família estava, desde os primos mais distantes. Apresentou-me para cada um e eu fiquei lisonjeada, me senti -definitivamente - integrante da família Rodrigues.
O tempo passou [...]
Era uma quarta-feira à tarde, com o clima neutro. No dia seguinte eu e Richard iríamos completar 3 meses de namoro, o que pra mim era uma conquista.
Todas as quartas eu ia para as aulas de Web Designer que cursava na época.
Eu não havia falado com Richard ainda e tinha todos os motivos para estar pelo menos normal, mas ao entrar no ônibus meus batimentos se aceleraram e lá vem o tal do pressentimento ruim outra vez. Aquele frio na barriga me incomodou tanto que não tive foco nas atividades, parece que ele tinha vindo pra ficar. Passei o dia todo com ele, e ao voltar pra casa ele permaneceu.
Aquilo me despertou medo, pois meus pressentimentos nunca erravam.. Tinha medo de descobrir algo, de algo ruim acontecer, bem na véspera de nossa data especial.
Como já de rotina dos dias não tão bons, tentei dormir cedo mas o sono não chegou perto de mim, e como a segunda opção sempre era a internet, lá fui eu.
Entrei no Messenger era exatamente 23:55h. Não me preocupei em ver quem estava Online, pois sabia que meu namorado já estaria dormindo aquele horário, portanto fiquei navegando em sites alheios.
Mas, quando o relógio apontou 00:00, "plaquinhas" que normalmente indicam a conexão de alguém com o Messenger, subiam uma atrás da outra com a seguinte mensagem:
"TRÊS MESES, EU TE AMO SOPHIE ♥"
- Que era muito cedo pra comprar uma aliança. Que me conhecia e sabia que esse relacionamento não iria durar. Ela disse que sabia que eu gostava de você, mas que ninguém fica pra sempre com a primeira namorada. Que eu iria me enjoar e iria terminar e querer conhecer novos beijos, novos sorrisos, novas pessoas. Que a aliança só iria iludir você, e que ela não queria nenhuma garota iludida enchendo o saco na porta da casa dela. Por isso muitas vezes fiquei estranho com você, foi difícil tomar uma decisão. As mães sempre tem razão e eu estava com medo dela ter razão dessa vez também, mas foi o meu coração que falou mais alto e eu o ouvi.
Tentei processar todas aquelas informações que tinham sido passadas. Não era legal ter a "sogra" como inimiga, afinal à regra é sempre 'mães em primeiro lugar'. Talvez eu estivesse exagerando, ela ainda gostava de mim, só se preocupava com o filho dela e o bem estar. Talvez ela fosse apenas egoísta demais pra se preocupar com o sentimento das pessoas, mas isso não queria dizer que ela me odiava.
Todas essas palavras deveriam ter provocado em mim avulsão á ela, mas na realidade foi o antônimo que aconteceu. Despertou-se lá no meu coração, na parte mais "funda" dele - se é que isso existe mesmo, - a vontade de conquistá-la e provar pra ela que toda regra existe uma exceção, e eu era esta.
Richard e sua mania de interromper pensamentos.
- Mas ela não falou por mal tá bom amor? Não quero que fique chateada com ela. Você sabe como Mães são super-protetoras ás vezes.
- Relaxa! Eu não ligo, depende de nós mudarmos essa concepção dela e eu vou fazer por onde!
Ele apenas sorriu, sem demonstração de afeto. Voltamos nosso foco para a televisão que estava em nossa frente.
O dia passou rápido até a hora de eu ir embora.
Depois disso o ritmo de nosso namoro permaneceu o mesmo que um medidor de batimentos cardíacos. Instável, mas permanente. Tínhamos nossos altos e baixos, os melhores e piores momentos juntos.
Uma vez, ele até me levou á um casamento onde toda sua família estava, desde os primos mais distantes. Apresentou-me para cada um e eu fiquei lisonjeada, me senti -definitivamente - integrante da família Rodrigues.
O tempo passou [...]
Era uma quarta-feira à tarde, com o clima neutro. No dia seguinte eu e Richard iríamos completar 3 meses de namoro, o que pra mim era uma conquista.
Todas as quartas eu ia para as aulas de Web Designer que cursava na época.
Eu não havia falado com Richard ainda e tinha todos os motivos para estar pelo menos normal, mas ao entrar no ônibus meus batimentos se aceleraram e lá vem o tal do pressentimento ruim outra vez. Aquele frio na barriga me incomodou tanto que não tive foco nas atividades, parece que ele tinha vindo pra ficar. Passei o dia todo com ele, e ao voltar pra casa ele permaneceu.
Aquilo me despertou medo, pois meus pressentimentos nunca erravam.. Tinha medo de descobrir algo, de algo ruim acontecer, bem na véspera de nossa data especial.
Como já de rotina dos dias não tão bons, tentei dormir cedo mas o sono não chegou perto de mim, e como a segunda opção sempre era a internet, lá fui eu.
Entrei no Messenger era exatamente 23:55h. Não me preocupei em ver quem estava Online, pois sabia que meu namorado já estaria dormindo aquele horário, portanto fiquei navegando em sites alheios.
Mas, quando o relógio apontou 00:00, "plaquinhas" que normalmente indicam a conexão de alguém com o Messenger, subiam uma atrás da outra com a seguinte mensagem:
"TRÊS MESES, EU TE AMO SOPHIE ♥"
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