A casa dos fundos.
Página 42.
O disparo do meu coração fez com que eu conseguisse despertar. Eu estava surpreendida e ao mesmo tempo o medo me dominava. Respirei fundo e atendi..
- Alô?
A minha voz de sono era percebível.
- Sophie?
Sua voz estava rouca, grossa.. Diferente.
- Oi.
- Tudo bem? Estava dormindo?
- Não sei..
- Escuta.. mas não me interrompe!
- Tá..
- Eu te mandei um depoimento terminando com você.. E desliguei o computador. Fui direto pra cama. Mas eu estava com uma angustia muito grande sabe, eu estava me sentindo muito mal. Então fiz uma oração e pedi pra Deus me mostrar o que eu deveria fazer. Aí eu tentei mexer no celular para me distrair, e assim que cliquei para ligá-lo, apareceu a nossa foto. E veio na minha cabeça, como se fosse um filme, tudo que tínhamos passado juntos, todos os momentos, tudo que você já fez por mim.
Sua voz se modificou mais ainda. Eu o interrompi. Meu coração estava "apertado".
- Você ia terminar comigo?
Quando ele começou a falar de novo, todo o motivo de sua entonação vocal ter mudado ficou claro.. Ele estava chorando. Entre soluços e respirações ele continuou..
- Sim! Mas.. Mas eu percebi que eu não vivo sem você! Eu te amo e não quero ficar sem você nunca.. Nunca! Por favor, me perdoa, me perdoa por tudo.. E agora eu que te peço, promete que nunca vai me deixar! Eu precisei imaginar como seria a vida sem você para perceber que ela seria impossível.. Eu te amo Sophie, como nunca amei ninguém!
Eu poderia dizer que até meu coração sorriu naquele momento. A alegria, o alívio, a paz. Ouvir aquelas palavras era canção suave para mim. Eu senti meu chão de volta, senti toda alegria que eu precisava ali nos meus pés.
- Você sabe que a última coisa que eu faria no mundo seria te deixar. Você não sabe a necessidade que eu estava de ouvir essas palavras! Obrigado, obrigado por me amar. E o único que tem que fazer promessas aqui é você, promete pra mim que sempre vai estar comigo amor.. Me promete!
- Eu prometo e agora com toda certeza do mundo. Tudo que mais quero é a sua felicidade, e a minha agora depende da sua.
Trocamos juras de amor por horas e horas no telefone.. Quando os créditos estavam acabando, as 4h da manhã ligamos o computador para continuar nossa conversa. Ele nunca foi tão romântico e nunca passou tanta certeza de seus sentimentos. Foi a primeira vez - em toda minha vida - que derramei lágrimas de alegria. E era uma sensação que eu queria sentir sempre.
Meu corpo poderia estar em frente a tela monótona do computador, mas minha mente, minha alma, estava completamente conectada a ele. Era tão surreal ouvir ele chorando por mim, sempre acreditei que o choro era a forma mais excêntrica e verdadeira de demonstrar sentimentos. Eu me sentia feliz, e não sei por quanto tempo continuaria assim, mas pra mim, aquele momento era o da eternidade.
Fui me aconchegar ao conforto de minha cama somente as 05h15 da manhã. E meus olhos só foram se abrir novamente ás 15h30.
Ao acordar, tive que responder a série de questionários para minha mãe. E só depois de a ouvir explicar a importância do sono da meia noite, que fui comer.. A fome fazia minha barriga gritar! Atrapalhando minha alimentação a campanhia tocou. Quem seria essa hora? Ainda mais no meio da semana? Não estava afim de subir correndo pra esconder o pijama que vestia. Mas enfim, atendi o interfone.
- Quem é?
- Sou eu amor!
O disparo do meu coração fez com que eu conseguisse despertar. Eu estava surpreendida e ao mesmo tempo o medo me dominava. Respirei fundo e atendi..
- Alô?
A minha voz de sono era percebível.
- Sophie?
Sua voz estava rouca, grossa.. Diferente.
- Oi.
- Tudo bem? Estava dormindo?
- Não sei..
- Escuta.. mas não me interrompe!
- Tá..
- Eu te mandei um depoimento terminando com você.. E desliguei o computador. Fui direto pra cama. Mas eu estava com uma angustia muito grande sabe, eu estava me sentindo muito mal. Então fiz uma oração e pedi pra Deus me mostrar o que eu deveria fazer. Aí eu tentei mexer no celular para me distrair, e assim que cliquei para ligá-lo, apareceu a nossa foto. E veio na minha cabeça, como se fosse um filme, tudo que tínhamos passado juntos, todos os momentos, tudo que você já fez por mim.
Sua voz se modificou mais ainda. Eu o interrompi. Meu coração estava "apertado".
- Você ia terminar comigo?
Quando ele começou a falar de novo, todo o motivo de sua entonação vocal ter mudado ficou claro.. Ele estava chorando. Entre soluços e respirações ele continuou..
- Sim! Mas.. Mas eu percebi que eu não vivo sem você! Eu te amo e não quero ficar sem você nunca.. Nunca! Por favor, me perdoa, me perdoa por tudo.. E agora eu que te peço, promete que nunca vai me deixar! Eu precisei imaginar como seria a vida sem você para perceber que ela seria impossível.. Eu te amo Sophie, como nunca amei ninguém!
Eu poderia dizer que até meu coração sorriu naquele momento. A alegria, o alívio, a paz. Ouvir aquelas palavras era canção suave para mim. Eu senti meu chão de volta, senti toda alegria que eu precisava ali nos meus pés.
- Você sabe que a última coisa que eu faria no mundo seria te deixar. Você não sabe a necessidade que eu estava de ouvir essas palavras! Obrigado, obrigado por me amar. E o único que tem que fazer promessas aqui é você, promete pra mim que sempre vai estar comigo amor.. Me promete!
- Eu prometo e agora com toda certeza do mundo. Tudo que mais quero é a sua felicidade, e a minha agora depende da sua.
Trocamos juras de amor por horas e horas no telefone.. Quando os créditos estavam acabando, as 4h da manhã ligamos o computador para continuar nossa conversa. Ele nunca foi tão romântico e nunca passou tanta certeza de seus sentimentos. Foi a primeira vez - em toda minha vida - que derramei lágrimas de alegria. E era uma sensação que eu queria sentir sempre.
Meu corpo poderia estar em frente a tela monótona do computador, mas minha mente, minha alma, estava completamente conectada a ele. Era tão surreal ouvir ele chorando por mim, sempre acreditei que o choro era a forma mais excêntrica e verdadeira de demonstrar sentimentos. Eu me sentia feliz, e não sei por quanto tempo continuaria assim, mas pra mim, aquele momento era o da eternidade.
Fui me aconchegar ao conforto de minha cama somente as 05h15 da manhã. E meus olhos só foram se abrir novamente ás 15h30.
Ao acordar, tive que responder a série de questionários para minha mãe. E só depois de a ouvir explicar a importância do sono da meia noite, que fui comer.. A fome fazia minha barriga gritar! Atrapalhando minha alimentação a campanhia tocou. Quem seria essa hora? Ainda mais no meio da semana? Não estava afim de subir correndo pra esconder o pijama que vestia. Mas enfim, atendi o interfone.
- Quem é?
- Sou eu amor!
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