A casa dos fundos.
Página 56.
Me arrependi amargamente de ter perguntado, mas não poderia demonstrar decepção, fui eu que quis saber. Eu ainda o admirava, porque ele queria estar comigo, o problema era que o seu coração não estava aceitando essa idéia, pelo menos era o que eu achava, era o que eu sentia.
Fiquei sem resposta, ele me olhou, esperando alguma palavra, algum som, algum gesto.
- Canta pra mim?
- Mesmo?
Ele adorava cantar. Sua voz não era linda, nem afinada, mas era a voz dele e isso que importava, eu sabia o quanto ele se sentia feliz em ser por um momento como os ídolos dele (admirados por alguém) e por isso eu sempre reservava um tempo para ouvir a alegria dele em sons com ritmo.
- Tá.. Qual música?
- Canta Crawl. E depois a que você quiser.
Eu coloquei minha cabeça sob seu colo e enquanto fazia cafuné na minha cabeça ele cantava, e mesmo depois de ouvir que ele não estava "tão afim de mim", a paz me invadiu por meu coração ter eternizado aquele momento.
Toda perfeição foi interrompida por sua mãe anunciando que ia dormir e pedindo insistentemente para Richard ir comigo ficar onde estavam os outros jovens, só pra garantir que não iríamos fazer nada além dos limites. Então fomos.
Sentamos em um sofá ao lado de seus primos: Kleber, Petrick e Samantha. Lá também estavam Rebeca e companhia.
Mantemos nosso foco nos garotos, ele conversava com seus primos e eu me entrosava na conversa, até que uma amiga da Rebeca chegou.
Loira, alta, alta demais. Bonita, bonita só de corpo. Era estranha, mas confesso que tinha um certo "estilo" em se vestir.
E enquanto eu continuava jogando conversa fora Richard e seus olhos mudaram toda sua atenção para esta garota. Ela ao perceber retribuiu os olhares e eu para não dar uma de namorada neurótica tive que engolir tudo. Beijei, dei selinhos, abracei, chamei de amor. Mas mesmo após retribuir meus mimos, ele não tentava nem disfarçar seu interesse em olhá-la.
Eu estava me sentindo naqueles seriados cômicos que dão dica de maneira trágico-engraçada de o que fazer para, no caso, ter a pior noite de sua vida.
Quebrei umas três unhas disfarçadamente nas horas seguintes.
Quando já eram 04:00h começou a esfriar, e finalmente Richard se lembrou de mim para algo: esquentá-lo. Deitou em meu colo, virou o rosto para o meu abdômen, e como se eu estivesse segurando um bebê o abracei. Fiquei fazendo movimentos em seus braços para tentar conter seu frio e ele adormeceu até o sol começar a nascer.
Foi quando finalmente, digo finalmente porque estava exausta de fazer o papel da ‘boba’ da festa, que descemos para dormir. Em um quarto que já tinha mais de 5 pessoas dormindo no colchões, deitamos em uma cama de solteiro que era menor do que o normal e dormir agarradinhos, pelo menos a noite tinha terminado de maneira agradável.
No dia seguinte, ele levantou primeiro e me acordou com vários selinhos no rosto, era visível seu esforço para me "mimar", eu gostei daquilo.
Fui tomar café, mas ele já tinha tomado o dele, então como eu fui a ultima a acordar, fiquei na cozinha com as tias de Richard, enquanto ele, Rebeca e as garotas foram lá pra cima, perto da piscina, arrumar as coisas para o churrasco. Que agonia que eu fiquei, nunca engoli algo tão rápido. E quando eu já ia subir, para tentar pega-lo no flagra, dei de cara com ele na porta..
- Se troca, põe o biquíni amor, vamos pra piscina.
- Tá bom, me espera?
- Ah meu! Vai logo então né!
Ficar a sós com as garotas e com a "Alta demais", foi o suficiente para ele se transformar.
- Não precisa ser ignorante.
- Aff! Vai começar?!
- Richard eu não fiz nada! Só pedi pra você me esperar, não quero subir sozinha, tenho vergonha.
- Virou bicho do mato?
- Para de falar assim comigo!
- Para de se fazer de vítima!
Me arrependi amargamente de ter perguntado, mas não poderia demonstrar decepção, fui eu que quis saber. Eu ainda o admirava, porque ele queria estar comigo, o problema era que o seu coração não estava aceitando essa idéia, pelo menos era o que eu achava, era o que eu sentia.
Fiquei sem resposta, ele me olhou, esperando alguma palavra, algum som, algum gesto.
- Canta pra mim?
- Mesmo?
Ele adorava cantar. Sua voz não era linda, nem afinada, mas era a voz dele e isso que importava, eu sabia o quanto ele se sentia feliz em ser por um momento como os ídolos dele (admirados por alguém) e por isso eu sempre reservava um tempo para ouvir a alegria dele em sons com ritmo.
- Tá.. Qual música?
- Canta Crawl. E depois a que você quiser.
Eu coloquei minha cabeça sob seu colo e enquanto fazia cafuné na minha cabeça ele cantava, e mesmo depois de ouvir que ele não estava "tão afim de mim", a paz me invadiu por meu coração ter eternizado aquele momento.
Toda perfeição foi interrompida por sua mãe anunciando que ia dormir e pedindo insistentemente para Richard ir comigo ficar onde estavam os outros jovens, só pra garantir que não iríamos fazer nada além dos limites. Então fomos.
Sentamos em um sofá ao lado de seus primos: Kleber, Petrick e Samantha. Lá também estavam Rebeca e companhia.
Mantemos nosso foco nos garotos, ele conversava com seus primos e eu me entrosava na conversa, até que uma amiga da Rebeca chegou.
Loira, alta, alta demais. Bonita, bonita só de corpo. Era estranha, mas confesso que tinha um certo "estilo" em se vestir.
E enquanto eu continuava jogando conversa fora Richard e seus olhos mudaram toda sua atenção para esta garota. Ela ao perceber retribuiu os olhares e eu para não dar uma de namorada neurótica tive que engolir tudo. Beijei, dei selinhos, abracei, chamei de amor. Mas mesmo após retribuir meus mimos, ele não tentava nem disfarçar seu interesse em olhá-la.
Eu estava me sentindo naqueles seriados cômicos que dão dica de maneira trágico-engraçada de o que fazer para, no caso, ter a pior noite de sua vida.
Quebrei umas três unhas disfarçadamente nas horas seguintes.
Quando já eram 04:00h começou a esfriar, e finalmente Richard se lembrou de mim para algo: esquentá-lo. Deitou em meu colo, virou o rosto para o meu abdômen, e como se eu estivesse segurando um bebê o abracei. Fiquei fazendo movimentos em seus braços para tentar conter seu frio e ele adormeceu até o sol começar a nascer.
Foi quando finalmente, digo finalmente porque estava exausta de fazer o papel da ‘boba’ da festa, que descemos para dormir. Em um quarto que já tinha mais de 5 pessoas dormindo no colchões, deitamos em uma cama de solteiro que era menor do que o normal e dormir agarradinhos, pelo menos a noite tinha terminado de maneira agradável.
No dia seguinte, ele levantou primeiro e me acordou com vários selinhos no rosto, era visível seu esforço para me "mimar", eu gostei daquilo.
Fui tomar café, mas ele já tinha tomado o dele, então como eu fui a ultima a acordar, fiquei na cozinha com as tias de Richard, enquanto ele, Rebeca e as garotas foram lá pra cima, perto da piscina, arrumar as coisas para o churrasco. Que agonia que eu fiquei, nunca engoli algo tão rápido. E quando eu já ia subir, para tentar pega-lo no flagra, dei de cara com ele na porta..
- Se troca, põe o biquíni amor, vamos pra piscina.
- Tá bom, me espera?
- Ah meu! Vai logo então né!
Ficar a sós com as garotas e com a "Alta demais", foi o suficiente para ele se transformar.
- Não precisa ser ignorante.
- Aff! Vai começar?!
- Richard eu não fiz nada! Só pedi pra você me esperar, não quero subir sozinha, tenho vergonha.
- Virou bicho do mato?
- Para de falar assim comigo!
- Para de se fazer de vítima!
Que cavalo .-., até eu me senti mal.
ResponderExcluirSão fatos reais amor?
Sim! A história é BASEADA em fatos reais.. :D
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