A casa dos fundos.
Página 36.
Adentrei em meu quarto e preparada para a pior das reações dei um pulo em cima de Richard, e como era de se esperar, ele acordou assustado e ficou imóvel por uns 3 segundos. Seu sorriso se abriu e me abraçou bem forte desejando bom dia. Trocamos selinhos. Ele se levantou e foi escovar os dentes enquanto eu arrumava a cama.
Tomamos café da manhã juntos naquele dia, no primeiro dia do ano. Após nossa refeição matinal, voltamos a nos sentar na escada. - Parecia que ali era nosso mini ponto de encontro. - Ele envolveu seus braços em meu ombro, puxando-me mais para perto dele. Enquanto meus pais na sala estavam concentrados na televisão eu e Richard não tínhamos assunto algum. Não sabíamos o que falar e talvez, eu estivesse um pouco constrangida sobre os últimos acontecimentos. Não queria falar sobre aquele assunto e nem ele. E talvez fosse a única coisa que realmente precisássemos conversar.
Mas, ignorando toda essa regra, quebrei o silêncio.
- Amor.. Estou com um pressentimento ruim.
Ele arregalou os olhos.
- Sério?
- Sim, desde que eu acordei.
- Eu também!
Foi minha vez de ficar surpresa.
- Que estranho né?
Ele respirou fundo.
- O que você acha que é?
- Não faço a mínima idéia. Mas espero que não seja nada.
- Acho melhor eu ir para a casa.
- Então eu vou com você.
Ele permaneceu mudo..
- Quer dizer.. se você quiser é claro.
- Tudo bem, vamos!
- Liga para sua mãe e avisa então.
- Tá bom.
Enquanto ligava para sua mãe eu fui tomar um banho rápido. Troquei-me e antes de sair fui avisar a minha mãe onde ia. Ela me chamou de canto..
- Filha.. Desse jeito você vai fazer ele enjoar de você. Dá um tempo para o garoto respirar.
Eu sabia que no fundo ela estava certa mas.. Ela não sabia o que havia acontecido na noite anterior, e meus pressentimentos nunca falhavam. Queria evitar que tudo desse errado, e eu me sentia muito mais do que a namorada dele a partir daquela noite. E apesar de tudo, não tinha esquecido a história do cinema e muito menos a história do sms.
- Mãe, eu só vou lá desejar Feliz ano novo para a dona Adriana tá bom?!
Ela me olhou séria.
- Depois não diga que não avisei.
A reação de minha mãe só fez com que eu ficasse ainda mais aflita. Mas, controlando todos os avisos da minha consciência, me despedi dela e fui para casa de Richard.
Chegando lá, sua família estava fazendo um churrasquinho no quintal para comemorações. Fiquei conversando com dona Adriana enquanto ele tomava banho. Dei risadas com seus parentes e me senti da família então. Percebia que as pessoas gostavam de mim e eu amava sentir aquela sensação. O carinho que eu fui criando por eles era incontrolável.
Depois da "quase algazarra" , Richard, sua mãe e eu fomos para a casa dele. Foi a primeira vez que entrei lá. Da outra vez tinha entrado apenas na casa de seu avô, que era a da frente. A casa de Richard tinha 2 cômodos, um quarto e uma cozinha. Sua mãe ficou deitada na cama assistindo televisão, enquanto ele e eu mexíamos no computador - no quarto. - Não tínhamos a liberdade de nos beijar ou trocar palavras bonitas, até porque eu sentia vergonha de fazer isso na frente de Dona Adriana. Então começamos a ver algumas fotos. Entre elas, havia as fotos do sítio que sua mãe tinha mandado ele me mostrar para eu ver como era, pois no dia 3O de Janeiro teria um aniversário lá e eles gostariam muito que eu fosse - e eu também.
Interrompendo nosso momento "família" seu primo Kleber veio anunciar que duas meninas estavam chamando o Richard no portão.
- Quem são?
- Ah, é a Rebeca e a Salete.
Percebi que a reação de Richard, muito mais do que surpresa, era de medo. Ele ficou nervoso e seus olhos quase "pularam para fora" figurativamente dizendo. Fiquei o observando. Meu coração acelerou sem eu saber porque. Mas a única coisa que passava na minha mente naquele momento, era a dúvida de saber se ele iria atendê-las ou iria permanecer comigo.
Adentrei em meu quarto e preparada para a pior das reações dei um pulo em cima de Richard, e como era de se esperar, ele acordou assustado e ficou imóvel por uns 3 segundos. Seu sorriso se abriu e me abraçou bem forte desejando bom dia. Trocamos selinhos. Ele se levantou e foi escovar os dentes enquanto eu arrumava a cama.
Tomamos café da manhã juntos naquele dia, no primeiro dia do ano. Após nossa refeição matinal, voltamos a nos sentar na escada. - Parecia que ali era nosso mini ponto de encontro. - Ele envolveu seus braços em meu ombro, puxando-me mais para perto dele. Enquanto meus pais na sala estavam concentrados na televisão eu e Richard não tínhamos assunto algum. Não sabíamos o que falar e talvez, eu estivesse um pouco constrangida sobre os últimos acontecimentos. Não queria falar sobre aquele assunto e nem ele. E talvez fosse a única coisa que realmente precisássemos conversar.
Mas, ignorando toda essa regra, quebrei o silêncio.
- Amor.. Estou com um pressentimento ruim.
Ele arregalou os olhos.
- Sério?
- Sim, desde que eu acordei.
- Eu também!
Foi minha vez de ficar surpresa.
- Que estranho né?
Ele respirou fundo.
- O que você acha que é?
- Não faço a mínima idéia. Mas espero que não seja nada.
- Acho melhor eu ir para a casa.
- Então eu vou com você.
Ele permaneceu mudo..
- Quer dizer.. se você quiser é claro.
- Tudo bem, vamos!
- Liga para sua mãe e avisa então.
- Tá bom.
Enquanto ligava para sua mãe eu fui tomar um banho rápido. Troquei-me e antes de sair fui avisar a minha mãe onde ia. Ela me chamou de canto..
- Filha.. Desse jeito você vai fazer ele enjoar de você. Dá um tempo para o garoto respirar.
Eu sabia que no fundo ela estava certa mas.. Ela não sabia o que havia acontecido na noite anterior, e meus pressentimentos nunca falhavam. Queria evitar que tudo desse errado, e eu me sentia muito mais do que a namorada dele a partir daquela noite. E apesar de tudo, não tinha esquecido a história do cinema e muito menos a história do sms.
- Mãe, eu só vou lá desejar Feliz ano novo para a dona Adriana tá bom?!
Ela me olhou séria.
- Depois não diga que não avisei.
A reação de minha mãe só fez com que eu ficasse ainda mais aflita. Mas, controlando todos os avisos da minha consciência, me despedi dela e fui para casa de Richard.
Chegando lá, sua família estava fazendo um churrasquinho no quintal para comemorações. Fiquei conversando com dona Adriana enquanto ele tomava banho. Dei risadas com seus parentes e me senti da família então. Percebia que as pessoas gostavam de mim e eu amava sentir aquela sensação. O carinho que eu fui criando por eles era incontrolável.
Depois da "quase algazarra" , Richard, sua mãe e eu fomos para a casa dele. Foi a primeira vez que entrei lá. Da outra vez tinha entrado apenas na casa de seu avô, que era a da frente. A casa de Richard tinha 2 cômodos, um quarto e uma cozinha. Sua mãe ficou deitada na cama assistindo televisão, enquanto ele e eu mexíamos no computador - no quarto. - Não tínhamos a liberdade de nos beijar ou trocar palavras bonitas, até porque eu sentia vergonha de fazer isso na frente de Dona Adriana. Então começamos a ver algumas fotos. Entre elas, havia as fotos do sítio que sua mãe tinha mandado ele me mostrar para eu ver como era, pois no dia 3O de Janeiro teria um aniversário lá e eles gostariam muito que eu fosse - e eu também.
Interrompendo nosso momento "família" seu primo Kleber veio anunciar que duas meninas estavam chamando o Richard no portão.
- Quem são?
- Ah, é a Rebeca e a Salete.
Percebi que a reação de Richard, muito mais do que surpresa, era de medo. Ele ficou nervoso e seus olhos quase "pularam para fora" figurativamente dizendo. Fiquei o observando. Meu coração acelerou sem eu saber porque. Mas a única coisa que passava na minha mente naquele momento, era a dúvida de saber se ele iria atendê-las ou iria permanecer comigo.
ela devia fazer ele atender e ficar "escondida" pra ver qual seria o assunto que elas iriam tratar com ele haha... seria um jeito dela ficar sabendo da verdade (: #To amando a historia *-*
ResponderExcluiroque será qe vem porai ? hehe
ResponderExcluirto amando a histoooria
essas pausas em horas decisivas me matam, fico colada no computador só pra saber o que está por vir.
ResponderExcluirParabéns menina, ta muito lindo o livro.
Ahwn! É muito bom, e muito importante pra mim saber que vocês gostam do que leem! Obrigado pelo carinho e pela presença de vocês <3
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