A casa dos fundos.

Página 26.

O natal se aproximava e nós não iríamos poder passar ele juntos. Porque Richard ia para um sítio com sua família e minha mãe queria muito que eu ficasse em casa.
Portanto, a rotina de nos ver todo dia voltou, e dessa vez ele vinha a minha casa as 13h e ia embora as 20h e nunca enjoávamos um do outro. 
Até que as coisas entre nós começaram a "tomar outro rumo".
Certa vez, ele veio aqui em casa parar tentar arrumar minha internet.  Meu computador ficava no quarto, então subimos as escadas da minha casa e eu entreguei o computador em suas mãos. Ele não era a pessoa mais rápida do mundo em fazer as coisas então aquilo demorou.. Eu sentei na cama e fiquei esperando.

- Amor, vai demorar muito?
- Não sei. Ele travou, eu tenho que esperar pra vê se o que eu fiz funcionou.

Era um domingo então não tinha nada de interessante passando na tv. Minha cara de entediada era visível. Então ele olhou pra mim e sentou ao meu lado na cama. Eu encostei minha cabeça em seu ombro.

- Você fica linda mesmo entediada sabia?

Ele sabia falar as coisas certas no momento certo. Antes mesmo que eu respondesse, ele continuou.

- Você não me deu nenhum beijo hoje.

E fez biquinho.

- Não seja por isso..

Puxei o lábio inferior com que ele fazia "bico" e começamos a nos beijar lentamente, até que Richard foi colocando mais intensidade em nosso beijo e suas mãos que estavam em meu rosto, foi para minha cintura outra vez. Ele me pressionava contra seu corpo e sua respiração ofegante apareceu de novo. Ele desceu seus lábios até meu pescoço enquanto suas mãos subiram até minha nuca e puxaram levemente meu cabelo fazendo com que eu inclinasse minha cabeça para trás. Passeava com sua boca delicadamente sobre meu pescoço e isso fez com que a minha pele ficasse completamente arrepiada. Ele voltou para minha boca e deu mordidas de leve em meus lábios. E inesperadamente parou de me beijar. Mesmo sua forma de interromper nosso beijo tenha sido estranha, eu tentei encostar minha cabeça em seus ombros novamente, mas ele se afastou. Abri meus braços e tentei abraçá-lo, mas ele recusou também. Eu fiquei aflita.

- O que foi?

Ele olhava fixamente pro chão.

- Nada!

- Então vem cá amor, fica juntinho de mim..

Coloquei minhas duas mãos em seu rosto e tentei dar um selinho nele, mas ele virou o rosto. E se afastou de mim.


- O que foi? A internet já está pronta?

- Não, nada. Só fica longe de mim!

Eu não estava acreditando no que estava ouvindo. Meu coração ficou mais acelerado do que a alguns segundos atrás.


- Como é que é? Richard, se você se esqueceu eu não tenho bola de cristal e nunca tive e se você não me falar o que eu fiz pra você ficar desse jeito, não terá como eu adivinhar!


Ele então olhou nos meus olhos, sua face estava séria.

- Eu só quero ficar um pouco longe de você agora, porque a carne é fraca. E você é diferente.
- Diferente como?
- Chega de interrogatórios! Meu sentimento por você continua o mesmo, eu só preciso me afastar por alguns minutos para me acalmar. Será que você consegue?

Sua afeição não era uma das melhores então.. Ele levantou e voltou para o computador. O silêncio dominou o quarto. E ficamos sem trocar uma palavra por horas. Eu sabia me controlar e eu jamais deixaria aquilo ir "além". Mas ele não precisava me tratar daquele jeito, eu não tinha feito nada de errado, não que estivesse claro a ponto de eu perceber. Ele terminou de arrumar as coisas no computador.

- To indo embora, me leva até o portão?

Nunca tinha visto ele estranho daquele jeito. Mas eu não tinha muito o que fazer até porque eu não sabia o que tinha que fazer. Levei-o até o portão e antes que eu abrisse a porta ele se virou e olhou para mim..

Comentários

  1. Nossa, não para a história assim, eu vou morrer de ansiedade até saber o que vai acontecer D:. isso é maldade u,u

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  2. Jáh está estranhoo! kkkkkkk'

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