A casa dos fundos.
Página 27.
- Sophie.. Desculpa por hoje. Eu tenho que me controlar mais, porque como eu já disse, você é diferente.
- Mas não me explicou esse seu diferente até agora.
Ele colocou uma das mãos em meu rosto..
- Você é diferente de todas as outras meninas que eu já conheci. Você é muito mais do que atração pra mim, com você rola sentimento. Você é especial. Eu prometo tentar me controlar mais, só que é difícil.. Porque você é linda, você é toda linda!
Tudo fazia sentido agora. Ele estava se sentindo mal por não ter mantido as "rédeas" comigo. Ele tinha medo de estragar tudo e aquilo foi magnífico. Fez com que eu me encantasse e visse que invés dele ouvir os garotos do colégio, ele ouviu o que os meus "olhos tinham a dizer". Ele me conhecia bem mais do que eu imaginava. Eu sempre estive a procura de um cavalheiro como ele. E parece que eu tinha encontrado.
- Não tenho o que dizer, além de obrigado. Você definitivamente é tudo que sempre procurei.
Ele sorriu..
- Eu quero ser muito mais que isso pra você.
E me abraçou bem forte! Ao término de nosso abraço, invés de me dar um selinho ele beijou-me na testa. Sorriu e foi embora.
Aquela montanha russa de sensações dentro de mim, devido a - não sei se pode ser chamada assim - "bipolaridade" de Richard não me deixou confiante, nem confortável. Mas meu princípio de que no final tudo dá certo, cumpriu-se mais uma vez. Por mais que causasse aflição em mim quando o humor dele mudava, parecia que todas as coisas desagradáveis que ele fez ficava minúsculas perto das atitudes e palavras amorosas.
A véspera de natal indicou que já tinha passado da hora de comprar os presentes. E - cá entre nós - meu namorado era lindo, mas não tinha o dom de saber se vestir bem. Senti a obrigação de tentar mudar isso. Eu não era a mais inteligente nesse aspecto, mas eu sabia que tipos de roupas achava bonito nos outros garotos. Então tentei passar essas características para Richard. E o primeiro passo era esquecer as blusas largas de "mano" , e apostar nas baby looks. Além de convencê-lo a comprar algumas, meu presente de natal seria uma regata "apertadinha", só pra realçar a postura dele que era algo admirável.
O natal finalmente chegou e já havia dois dias que não me encontrava com Richard, e a saudade gritava todo dia no meu coração para lembrar-me de que estava ali. Ele foi pro sítio com sua família e eu fiquei em casa com a minha e alguns amigos destes, em um churrasco típico de dias natalinos. Ele não me ligou na noite de natal. O que realmente não me deixou muito feliz. Aquele meus pressentimentos novamente voltaram. Mas tentei omiti-los, me distraindo com as conversas típicas de adultos: falar como eram bons os tempos de antigamente - ou ao contrário.
No dia seguinte, foi a ligação dele que me acordou.
- Alô..
- Amor, estava dormindo?
- O que você acha?
- Acho que tenho que te pedir desculpas por não te desejar feliz natal. Mas o sinal daqui do sítio é horrível e.. Eu tive que sair do sítio pra conseguir te ligar. Mas espero que minhas palavras possam recompensar. Feliz natal minha linda! Eu te amo muito!
Não foi a melhor das desculpas. Ele poderia ter saído do sítio nesse caso, na noite anterior também. Mas a história de palavras amorosas substituírem os fatos não tão bons assim, aconteceu novamente.
- Ahwn! Tudo bem, Sou muito boazinha, te perdôo. Mas espero convictamente que não se repita ouviu? E feliz natal pra você também amor. Está curtindo ai no sítio?
- Ah! To sendo debochado em grande quantidade.
- Sério?! Por quê?
- Você! Minhas tias ficam me "zuando", perguntando quando vou te levar lá. Aí eu estava sentado pensado, e elas falaram "E.. Adriana, olha lá o Richard, está triste porque está sem a namorada, perdeu seu filho já em!". E coisas do tipo.
Soltei risos espontâneos.
- Mas.. você estava triste mesmo?
- É que não sei disfarçar a saudade.
- Eu também to sentindo sua falta.
- Eu vou embora amanhã cedo. Aí você passa lá em casa para eu te entregar seu presente ok?
- Tudo bem. Eu também já comprei o seu, acho que você vai gostar.
- E o que eu comprei pra ti, é a sua cara.
- Amor, posso voltar a dormir agora?
- Tudo bem linda.. Mas sonha comigo viu?
- Com quem mais eu sonharia? - Risos - Beijo amor..
- Beijo minha japinha!
Acordei mais cedo do que o normal no outro dia, e então liguei para o celular dele. Mas sua mãe que atendeu.
- Alô, quem é?
- É a Sophie.. Quem é?
- Oi Sophie.. é a Adriana.
- Ah! Oi.. Tudo bem?
- Tudo e você?
- To bem.. Dona Adriana o Richard já chegou?
- Ainda não, ele só vai vir de tarde.
- Ah, de tarde?! é que ele falou para mim que ia estar em casa cedinho.
- Falou é? Ah! É que.. É que..
Ela gaguejou e eu podia jurar que ela estava pensando em uma resposta para livrar Richard de ser descoberto de algo que estava aprontando.
- Pode falar dona Adriana, sem problema nenhum! É que.. ?!
- Sophie.. Desculpa por hoje. Eu tenho que me controlar mais, porque como eu já disse, você é diferente.
- Mas não me explicou esse seu diferente até agora.
Ele colocou uma das mãos em meu rosto..
- Você é diferente de todas as outras meninas que eu já conheci. Você é muito mais do que atração pra mim, com você rola sentimento. Você é especial. Eu prometo tentar me controlar mais, só que é difícil.. Porque você é linda, você é toda linda!
Tudo fazia sentido agora. Ele estava se sentindo mal por não ter mantido as "rédeas" comigo. Ele tinha medo de estragar tudo e aquilo foi magnífico. Fez com que eu me encantasse e visse que invés dele ouvir os garotos do colégio, ele ouviu o que os meus "olhos tinham a dizer". Ele me conhecia bem mais do que eu imaginava. Eu sempre estive a procura de um cavalheiro como ele. E parece que eu tinha encontrado.
- Não tenho o que dizer, além de obrigado. Você definitivamente é tudo que sempre procurei.
Ele sorriu..
- Eu quero ser muito mais que isso pra você.
E me abraçou bem forte! Ao término de nosso abraço, invés de me dar um selinho ele beijou-me na testa. Sorriu e foi embora.
Aquela montanha russa de sensações dentro de mim, devido a - não sei se pode ser chamada assim - "bipolaridade" de Richard não me deixou confiante, nem confortável. Mas meu princípio de que no final tudo dá certo, cumpriu-se mais uma vez. Por mais que causasse aflição em mim quando o humor dele mudava, parecia que todas as coisas desagradáveis que ele fez ficava minúsculas perto das atitudes e palavras amorosas.
A véspera de natal indicou que já tinha passado da hora de comprar os presentes. E - cá entre nós - meu namorado era lindo, mas não tinha o dom de saber se vestir bem. Senti a obrigação de tentar mudar isso. Eu não era a mais inteligente nesse aspecto, mas eu sabia que tipos de roupas achava bonito nos outros garotos. Então tentei passar essas características para Richard. E o primeiro passo era esquecer as blusas largas de "mano" , e apostar nas baby looks. Além de convencê-lo a comprar algumas, meu presente de natal seria uma regata "apertadinha", só pra realçar a postura dele que era algo admirável.
O natal finalmente chegou e já havia dois dias que não me encontrava com Richard, e a saudade gritava todo dia no meu coração para lembrar-me de que estava ali. Ele foi pro sítio com sua família e eu fiquei em casa com a minha e alguns amigos destes, em um churrasco típico de dias natalinos. Ele não me ligou na noite de natal. O que realmente não me deixou muito feliz. Aquele meus pressentimentos novamente voltaram. Mas tentei omiti-los, me distraindo com as conversas típicas de adultos: falar como eram bons os tempos de antigamente - ou ao contrário.
No dia seguinte, foi a ligação dele que me acordou.
- Alô..
- Amor, estava dormindo?
- O que você acha?
- Acho que tenho que te pedir desculpas por não te desejar feliz natal. Mas o sinal daqui do sítio é horrível e.. Eu tive que sair do sítio pra conseguir te ligar. Mas espero que minhas palavras possam recompensar. Feliz natal minha linda! Eu te amo muito!
Não foi a melhor das desculpas. Ele poderia ter saído do sítio nesse caso, na noite anterior também. Mas a história de palavras amorosas substituírem os fatos não tão bons assim, aconteceu novamente.
- Ahwn! Tudo bem, Sou muito boazinha, te perdôo. Mas espero convictamente que não se repita ouviu? E feliz natal pra você também amor. Está curtindo ai no sítio?
- Ah! To sendo debochado em grande quantidade.
- Sério?! Por quê?
- Você! Minhas tias ficam me "zuando", perguntando quando vou te levar lá. Aí eu estava sentado pensado, e elas falaram "E.. Adriana, olha lá o Richard, está triste porque está sem a namorada, perdeu seu filho já em!". E coisas do tipo.
Soltei risos espontâneos.
- Mas.. você estava triste mesmo?
- É que não sei disfarçar a saudade.
- Eu também to sentindo sua falta.
- Eu vou embora amanhã cedo. Aí você passa lá em casa para eu te entregar seu presente ok?
- Tudo bem. Eu também já comprei o seu, acho que você vai gostar.
- E o que eu comprei pra ti, é a sua cara.
- Amor, posso voltar a dormir agora?
- Tudo bem linda.. Mas sonha comigo viu?
- Com quem mais eu sonharia? - Risos - Beijo amor..
- Beijo minha japinha!
Acordei mais cedo do que o normal no outro dia, e então liguei para o celular dele. Mas sua mãe que atendeu.
- Alô, quem é?
- É a Sophie.. Quem é?
- Oi Sophie.. é a Adriana.
- Ah! Oi.. Tudo bem?
- Tudo e você?
- To bem.. Dona Adriana o Richard já chegou?
- Ainda não, ele só vai vir de tarde.
- Ah, de tarde?! é que ele falou para mim que ia estar em casa cedinho.
- Falou é? Ah! É que.. É que..
Ela gaguejou e eu podia jurar que ela estava pensando em uma resposta para livrar Richard de ser descoberto de algo que estava aprontando.
- Pode falar dona Adriana, sem problema nenhum! É que.. ?!
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