A casa dos fundos.


Página 25.

Ele voltou aos meus lábios. E trocando toques suaves eu respondi com toda certeza do que eu estava falando:


- Eu também amo você!

E a partir daquele momento pode se dizer que estávamos no auge do amor. Na volta para casa eu aproveitei para conhecer melhor sua mãe e todo aquele medo que eu tinha dela passou. Ela era uma ótima pessoa e realmente parecia gostar de mim.
Com medo do nosso relacionamento cair na rotina, nós paramos de nos ver todos os dias. Mas aquilo com certeza me deixava "louquinha" de saudades. E a única parte boa da saudade é quando se pode matá-la. 
Em uma quarta-feira fiquei esperando ele no Messenger até as 21:00 hrs. E ele não apareceu. O celular dele estava dando fora de área. E mesmo antes de qualquer uma dessas coisas citadas anteriormente, eu estava com um pressentimento ruim me corroendo. Mas meus "pressentimentos" nunca foram aqueles que deixam bem claro o que iria acontecer, só me deixavam agoniada. E depois do sumiço de Richard, só piorou. Então mandei um sms para ele, com a esperança de uma resposta:
"Sinta-se abraçado. Estou com saudades"
E foi esperando a resposta dele que eu cai no sono. 
De vez em quando eu ia na casa deles e almoçávamos em família. - E meu carinho por eles só ia crescendo mais e mais. É como se todos fossemos parentes. E eu protegia e amava eles como se fossem meus. - E no dia seguinte fui a casa dele fazer uma reunião de família, e percebi ele muito estranho comigo. Para completar a mãe dele comentou sem querer que ele tinha ido ao cinema na noite anterior. E para amenizar o que ela tinha acabado de soltar que, disse que ele foi com os "amigos".
Richard, mal olhava nos meus olhos e os nossos assuntos divertidos pareciam que tinha acabado, pelo menos pra ele. Na hora de ir embora, eu tentei tirar minha dúvida.

- Ei Rich.. o que está acontecendo?
- Nada.. porque?
- Sei lá, você está estranho. Não me ligou, nem respondeu meu sms. Tudo bem que você estava muito ocupado no cinema com seus amigos que nem se deu o trabalho de me avisar que ia, mas você poderia ter respondido meu sms.
- Desculpa, é porque você sabe como são os meninos, eles chegaram aqui e me "arrastaram".  E o Tissiano ficou mexendo no meu celular a sessão inteira.
- Tudo bem, mas o que me preocupa é a maneira que você está agindo.
- É que.. eu tive um sonho horrível.
- Um sonho? Que sonho?
- Não, nada! Deixa pra lá.
- Conta! Se é isso que está te preocupando eu posso tentar te ajudar.

Por mais que aquilo parecesse estranho eu realmente estava preocupada com ele.

- É que.. Eu tenho uma amiga chamada Rebeca. Ela é como se fosse minha prima, nos conhecemos desde pequenos.
- E o que isso tem haver com o sonho?

Os olhos dele encheram-se de lágrimas e eu percebi o desespero dele na maneira como me olhava.

- Eu sonhei que nós tínhamos ido ao cinema e que eu tinha ficado com ela.
- Foi só isso? Ela beijava tão mal assim no sonho?
- Foi um sonho horrível.. Porque eu estava com você. Se eu sonhei que tinha te traído e fiquei mal desse jeito, eu pude ter a certeza que jamais seria capaz de ser infiel com você.
- Ahwn! Não se preocupe com isso amor, eu confio em você.

Parece que assim que eu terminei de pronunciar aquelas palavras, as lágrimas que ele lutava para aprisionar caíram sobre seu rosto. Eu não estava entendendo o porque de tanto desespero com um simples sonho. Mas eu achei fofo o medo que ele tinha de me perder, pelo menos era isso que ele deixou transparecer. Tentei acalmá-lo, enchendo-o de selinhos e carinhos. E funcionou. Depois nos despedimos e quando eu estava saindo ele disse um tom alto:

- Eu te amo tá?

Eu sorri e fui embora, ainda não tinha engulido aquela história, mas não tinha muito o que fazer a respeito.

Comentários

  1. Seráa qee ele esta falando a veerdade ? o.ô
    otima historia , parabens *-*

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  2. Será?! Vamos saber em breve [..] E obrigado amor! Muito obrigado! (:

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