A casa dos fundos.
Página 24.
Eu me espantei. Sempre zombei dele internamente por ele ser tímido. Mas e eu? Eu também era quando o assunto era conhecer os pais do namorado. Eu não estava pronta, eu não queria.
- Ah, eu não vou não. Não hoje!
- Por favor! Ela está no cabeleireiro, é aqui perto. Você vai lá, da um oi e depois vamos embora.
- Mas assim como você, eu também sinto vergonha.
- Mas eu passei por cima de tudo que eu sentia pra fazer o que você queria e para estar perto de você.
Eu não queria enxergar, mas ele estava certo.
- Tá bom.. mas se você disse pra sua mãe que eu não queria ir, do mesmo jeito que fez com a Lauren, você vai ver!
Ele segurou na minha mão e olhou para mim..
- Obrigado!
Nós entramos em umas ruas estranhas e em menos de 5 minutos já tínhamos chegado. Não entramos. Da porta do salão mesmo, ele olhou pra sua mãe..
- Mãe, essa é a Sophie, minha namorada.
Ela me olhou de cima a baixo, e com sua face doce e gentil sorriu pra mim.
- Olá.. Você então é a famosa Sophie?
Eu estava - Como Richard mesmo diz - "me tremendo todinha".
- Sim, sou eu.
A moça que estava fazendo as unhas dela interrompeu a conversa:
- Sua namorada é muito bonita Richard.
Ele sorriu e encheu o peito:
- Eu sei.
Começaram os elogios e os paparicos e sinceramente não via a hora de sair dali. Eu sussurrei no ouvido dele, tentando disfarçar o máximo que pude:
- Eu tenho que ir embora. Como é mesmo o nome da sua mãe?
- Adriana.
- Tchau Dona Adriana, prazer viu.
- O prazer foi todo meu.
E saímos.. Richard começou a rir de mim.
- Parecia que você estava enfrentando o "bicho papão".
- Eu não estava pronta, eu te disse.
Dando continuidade a sua risada ele envolveu os braços em minha cintura enquanto andávamos..
- Relaxa, já passou. E acho que ela gostou de você.
Ao voltarmos para a frente da casa dele, estava a nossa espera Kleber com Natasha no colo. Ele entregou Natasha para Richard e entrou. Eu nunca fui muito chegada a crianças, mas os cachos loiros e a serenidade que tinha seu rosto me fascinavam. Richard brincando com ela disse..
- Nath, essa é minha namorada.. E você tem que chamar ela de tia agora!
Ela olhou pra mim e ficou me encarando por um bom tempo. Até que soltou as palavras em tom de risada..
- Tiaa.. tia.. tia..
E foi a primeira vez que fui chamada assim por ela. E me senti da família, uma sensação que nunca havia sentido antes. É como se fossemos todos um só.
Com o passar do tempo nossa rotina se manteve a mesma. Foi então que Richard teve a idéia de me levar ao cinema. Iríamos assistir "Lua Nova". O que era uma idéia romântica e encantadora. Mas.. ele teve outra brilhante idéia: Levar a sua mãe junto. Eu não tinha entendido essa história de a Dona Adriana nos acompanhar.
Ele veio me buscar na porta de casa e foi um alívio ver que ele veio sozinho. A caminho do Shopping eu perguntei:
- Amor, sua mãe não vai conosco?
E meus dedos escondidos fazendo “figuinhas”, torcia para que a resposta fosse não.
- Ela vai sim, ela esta nos esperando lá no shopping.
Eu sempre achei cinema uma coisa bem casal. O escuro, o filme.. É um clima perfeito para assistir de mãos dadas e depois ao término selar com um beijo. Mas isso não iria acontecer com Dona Adriana por perto.
Chegando lá, ela estava a nossa espera. Já tinha até comprado os ingressos. Para minha surpresa, ela ia pegar outra sessão com as amigas dela. E no final, todos iríamos embora juntos. Menos mal, minha timidez só iria durar o tempo que o ônibus demorasse para nos deixar em casa.
Juntos entramos na sala e apreciamos o filme que era perfeito. Entre uma cena romântica e outra Richard olhou para mim.. e ficou olhando até que eu perguntasse.
- Amor que foi? Vira, olha essa cena!
- Prefiro essa daqui..
E me beijou.. sem pressa. E dessa vez não foi um beijo carinhoso, não como os outros. Ele estava ofegante e seus lábios se entrelaçavam nos meus com intensidade. Sua mão que costumava a passear pelas minha costas, dessa vez apertava minha cintura constantemente. E me grudava cada vez mais pra perto dele. As "borboletas na minha barriga" dessa vez estavam quentes. Foi nosso primeiro beijo assim. Ao término, ele me deu apenas um selinho demorado.. e foi selando minha pele com seus lábios até minha orelha. E sussurrou..
- Eu amo você.
Eu me espantei. Sempre zombei dele internamente por ele ser tímido. Mas e eu? Eu também era quando o assunto era conhecer os pais do namorado. Eu não estava pronta, eu não queria.
- Ah, eu não vou não. Não hoje!
- Por favor! Ela está no cabeleireiro, é aqui perto. Você vai lá, da um oi e depois vamos embora.
- Mas assim como você, eu também sinto vergonha.
- Mas eu passei por cima de tudo que eu sentia pra fazer o que você queria e para estar perto de você.
Eu não queria enxergar, mas ele estava certo.
- Tá bom.. mas se você disse pra sua mãe que eu não queria ir, do mesmo jeito que fez com a Lauren, você vai ver!
Ele segurou na minha mão e olhou para mim..
- Obrigado!
Nós entramos em umas ruas estranhas e em menos de 5 minutos já tínhamos chegado. Não entramos. Da porta do salão mesmo, ele olhou pra sua mãe..
- Mãe, essa é a Sophie, minha namorada.
Ela me olhou de cima a baixo, e com sua face doce e gentil sorriu pra mim.
- Olá.. Você então é a famosa Sophie?
Eu estava - Como Richard mesmo diz - "me tremendo todinha".
- Sim, sou eu.
A moça que estava fazendo as unhas dela interrompeu a conversa:
- Sua namorada é muito bonita Richard.
Ele sorriu e encheu o peito:
- Eu sei.
Começaram os elogios e os paparicos e sinceramente não via a hora de sair dali. Eu sussurrei no ouvido dele, tentando disfarçar o máximo que pude:
- Eu tenho que ir embora. Como é mesmo o nome da sua mãe?
- Adriana.
- Tchau Dona Adriana, prazer viu.
- O prazer foi todo meu.
E saímos.. Richard começou a rir de mim.
- Parecia que você estava enfrentando o "bicho papão".
- Eu não estava pronta, eu te disse.
Dando continuidade a sua risada ele envolveu os braços em minha cintura enquanto andávamos..
- Relaxa, já passou. E acho que ela gostou de você.
Ao voltarmos para a frente da casa dele, estava a nossa espera Kleber com Natasha no colo. Ele entregou Natasha para Richard e entrou. Eu nunca fui muito chegada a crianças, mas os cachos loiros e a serenidade que tinha seu rosto me fascinavam. Richard brincando com ela disse..
- Nath, essa é minha namorada.. E você tem que chamar ela de tia agora!
Ela olhou pra mim e ficou me encarando por um bom tempo. Até que soltou as palavras em tom de risada..
- Tiaa.. tia.. tia..
E foi a primeira vez que fui chamada assim por ela. E me senti da família, uma sensação que nunca havia sentido antes. É como se fossemos todos um só.
Com o passar do tempo nossa rotina se manteve a mesma. Foi então que Richard teve a idéia de me levar ao cinema. Iríamos assistir "Lua Nova". O que era uma idéia romântica e encantadora. Mas.. ele teve outra brilhante idéia: Levar a sua mãe junto. Eu não tinha entendido essa história de a Dona Adriana nos acompanhar.
Ele veio me buscar na porta de casa e foi um alívio ver que ele veio sozinho. A caminho do Shopping eu perguntei:
- Amor, sua mãe não vai conosco?
E meus dedos escondidos fazendo “figuinhas”, torcia para que a resposta fosse não.
- Ela vai sim, ela esta nos esperando lá no shopping.
Eu sempre achei cinema uma coisa bem casal. O escuro, o filme.. É um clima perfeito para assistir de mãos dadas e depois ao término selar com um beijo. Mas isso não iria acontecer com Dona Adriana por perto.
Chegando lá, ela estava a nossa espera. Já tinha até comprado os ingressos. Para minha surpresa, ela ia pegar outra sessão com as amigas dela. E no final, todos iríamos embora juntos. Menos mal, minha timidez só iria durar o tempo que o ônibus demorasse para nos deixar em casa.
Juntos entramos na sala e apreciamos o filme que era perfeito. Entre uma cena romântica e outra Richard olhou para mim.. e ficou olhando até que eu perguntasse.
- Amor que foi? Vira, olha essa cena!
- Prefiro essa daqui..
E me beijou.. sem pressa. E dessa vez não foi um beijo carinhoso, não como os outros. Ele estava ofegante e seus lábios se entrelaçavam nos meus com intensidade. Sua mão que costumava a passear pelas minha costas, dessa vez apertava minha cintura constantemente. E me grudava cada vez mais pra perto dele. As "borboletas na minha barriga" dessa vez estavam quentes. Foi nosso primeiro beijo assim. Ao término, ele me deu apenas um selinho demorado.. e foi selando minha pele com seus lábios até minha orelha. E sussurrou..
- Eu amo você.
Já disse que isso vicia? Agora deu pra viciar em dobro. *--*
ResponderExcluirMuitoo booom!.
ResponderExcluirMuuuuuito, muuuuuito bom! Estou completamente apaixonada por essa história, cada dia, a cada capítulo, ela ficar melhor *-* Parabéns =)
ResponderExcluirMuuuuuito, muuuuuito bom! Estou completamente apaixonada por essa história, cada dia, a cada capítulo, ela ficar melhor *-* Parabéns =) +1 concordo plenamente !
ResponderExcluirFaAntasticOo hehe
ResponderExcluirAhhhwn! Obrigado *-* Muito obrigado mesmo. Espero que vocês gostem do que ainda está por vir ;x
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