A casa dos fundos.
Página 111.
No fim das contas, Richard ligou aqui e falou para minha mãe não deixar eu sair, porque eu queria na verdade ir á sua casa. Eu o odiei por um instante, instante breve, porque logo voltei a amá-lo estupidamente. Mas discuti com ele, no Messenger. Pela primeira vez, me "impus". Deixei claro, com todos os palavrões possíveis o quanto eu havia me decepcionado por sua atitude imatura de não saber resolver as coisas, coloquei um pouco de drama, para dizer que ele havia criado um grande conflito aqui em casa, por mais que não houvesse. E ao me despedir da rede social, o ofendi mais um pouco, deixando transparente o nível do meu ferimento abstrato.
Eu não sabia direito o que fazer, mas fui para a casa da menina, que no inicio era apenas um atalho entre mim e Richard. No meio do caminho.. meu celular toca, no visor.. aquela frase que vocês já conhecem "Richard Calling"..
- Alô?
Sua voz trazia em mim sensações incontroláveis.. Com um simples 'alô', percebi minhas mãos tremulas e meu interior instável como uma pilha de gelatina sobre a areia. Tentei esconder a emoção..
- Oi.
- Você está bem?
- Tô indo. O que você quer?
- Pedir desculpas. Eu sei, eu fiquei estressado, mas a culpa é sua. Você não sabe ouvir não! Mas eu realmente não deveria ter ligado para sua casa.. nem colocado sua família no meio. Desculpas mesmo.
Respirei fundo.. E era possível recusar?
- Tudo bem.
- Tem outra coisa..
- O que?
- Quer ir para o sítio da minha família, amanha de manhã comigo?
Ah! Como eu era tola. Já disse isso? Creio que sim. Tão inocente, e fácil de ser iludida, tragada, como o pólen que sente seguro na flor, até ser sugado por uma abelha.
Eu imaginei diversas possibilidades de seu convite significar algo mais. Porém, como eu já disse - mas não sabia na época - as coisas são o que aparentam ser, o maior erro do ser humano, é tentar colocar significados aonde não existem.
Enfim, vamos a minha resposta nada surpreendente..
- Quero!
- Bom, me liga amanhã as 06h00 pra avisar que está chegando e me encontra aqui em frente em casa.
E assim foi combinado, acordei as 04h00 da manhã tão ansiosa, parecia que era o dia de meu casamento. Eu estava na casa de uma amiga, que morava a uns 40 minutos distante da minha. Troquei-me, tomei café, e fui ao ponto de ônibus.
Fui para minha casa.. E a caminho, ligava sem limites para Richard, mas ele não atendia.
Arrumei minhas malas, avisei para minha mãe, coloquei biquíni por baixo das roupas, e saí.. Eu poderia dizer feliz, mas os próximos segundos iriam ser o antônimo disso, por isso, apenas sai. Finalmente, 06h30 ele atende o celular..
- Alo?
- Oi Richard! To tentando te ligar a séculos. E aí, posso subir?
- Não, não, nem dá mais tempo! Já estamos saindo..
- Como assim? Me espera, eu já sai de casa, já já eu chego.
- Nem dá meu, já to dentro da pirua.
Que era do cunhado dele, só pra entoar.
- Richard, que mancada.. Você combina as coisas comigo e agora dá pra trás? Você me fez acordar cedo, eu já estou toda arrumada.. já até avisei pra minha mãe!
Ter algum tipo de ligação - inventando um termo – “sentimentística” com Richard, era como andar na montanha russa mais alta do mundo, sem sinto de segurança, no escuro, com 30 voltas de cabeça para baixo, que vinha de maneira inesperada porque era impossível prever quando estava próximo. Só eu mesma, tão obcecada, e tão doce quanto o mais enjoativo mel, para aguentar tudo isso..
- Sophie..
- Meu, se você não queria que eu fosse, porque me convidou?
- Porque se não você iria vir aqui.
- NOSSA RICHARD!
- Sophie, calma.. me escuta!
- Não, me escuta você! É uma puta sacanagem você fazer isso comigo, eu estou te ligando desde as 06h00, você não atendeu o telefone de propósito né? E agora, eu vou voltar para casa e dizer que você fez um convite e deu para trás de ultima hora?
No fim das contas, Richard ligou aqui e falou para minha mãe não deixar eu sair, porque eu queria na verdade ir á sua casa. Eu o odiei por um instante, instante breve, porque logo voltei a amá-lo estupidamente. Mas discuti com ele, no Messenger. Pela primeira vez, me "impus". Deixei claro, com todos os palavrões possíveis o quanto eu havia me decepcionado por sua atitude imatura de não saber resolver as coisas, coloquei um pouco de drama, para dizer que ele havia criado um grande conflito aqui em casa, por mais que não houvesse. E ao me despedir da rede social, o ofendi mais um pouco, deixando transparente o nível do meu ferimento abstrato.
Eu não sabia direito o que fazer, mas fui para a casa da menina, que no inicio era apenas um atalho entre mim e Richard. No meio do caminho.. meu celular toca, no visor.. aquela frase que vocês já conhecem "Richard Calling"..
- Alô?
Sua voz trazia em mim sensações incontroláveis.. Com um simples 'alô', percebi minhas mãos tremulas e meu interior instável como uma pilha de gelatina sobre a areia. Tentei esconder a emoção..
- Oi.
- Você está bem?
- Tô indo. O que você quer?
- Pedir desculpas. Eu sei, eu fiquei estressado, mas a culpa é sua. Você não sabe ouvir não! Mas eu realmente não deveria ter ligado para sua casa.. nem colocado sua família no meio. Desculpas mesmo.
Respirei fundo.. E era possível recusar?
- Tudo bem.
- Tem outra coisa..
- O que?
- Quer ir para o sítio da minha família, amanha de manhã comigo?
Ah! Como eu era tola. Já disse isso? Creio que sim. Tão inocente, e fácil de ser iludida, tragada, como o pólen que sente seguro na flor, até ser sugado por uma abelha.
Eu imaginei diversas possibilidades de seu convite significar algo mais. Porém, como eu já disse - mas não sabia na época - as coisas são o que aparentam ser, o maior erro do ser humano, é tentar colocar significados aonde não existem.
Enfim, vamos a minha resposta nada surpreendente..
- Quero!
- Bom, me liga amanhã as 06h00 pra avisar que está chegando e me encontra aqui em frente em casa.
E assim foi combinado, acordei as 04h00 da manhã tão ansiosa, parecia que era o dia de meu casamento. Eu estava na casa de uma amiga, que morava a uns 40 minutos distante da minha. Troquei-me, tomei café, e fui ao ponto de ônibus.
Fui para minha casa.. E a caminho, ligava sem limites para Richard, mas ele não atendia.
Arrumei minhas malas, avisei para minha mãe, coloquei biquíni por baixo das roupas, e saí.. Eu poderia dizer feliz, mas os próximos segundos iriam ser o antônimo disso, por isso, apenas sai. Finalmente, 06h30 ele atende o celular..
- Alo?
- Oi Richard! To tentando te ligar a séculos. E aí, posso subir?
- Não, não, nem dá mais tempo! Já estamos saindo..
- Como assim? Me espera, eu já sai de casa, já já eu chego.
- Nem dá meu, já to dentro da pirua.
Que era do cunhado dele, só pra entoar.
- Richard, que mancada.. Você combina as coisas comigo e agora dá pra trás? Você me fez acordar cedo, eu já estou toda arrumada.. já até avisei pra minha mãe!
Ter algum tipo de ligação - inventando um termo – “sentimentística” com Richard, era como andar na montanha russa mais alta do mundo, sem sinto de segurança, no escuro, com 30 voltas de cabeça para baixo, que vinha de maneira inesperada porque era impossível prever quando estava próximo. Só eu mesma, tão obcecada, e tão doce quanto o mais enjoativo mel, para aguentar tudo isso..
- Sophie..
- Meu, se você não queria que eu fosse, porque me convidou?
- Porque se não você iria vir aqui.
- NOSSA RICHARD!
- Sophie, calma.. me escuta!
- Não, me escuta você! É uma puta sacanagem você fazer isso comigo, eu estou te ligando desde as 06h00, você não atendeu o telefone de propósito né? E agora, eu vou voltar para casa e dizer que você fez um convite e deu para trás de ultima hora?
Porque não nomes em português aos personagens?
ResponderExcluirMas tem alguns em português.. (Maria Eduarda, Patrícia, Carlota, Salete, Rebeca, Marcos Vinícius, Adriana) Com exceção de Sophie que é francês, Lorrane, Yan e Richard inglês e creio que Valerie e Tissiano seja Italiano.
ResponderExcluirSei, mais eu falava de Sophie e Richard...
ResponderExcluirMeninas, a Nayara Vieira, autora da história, pediu trilhões de desculpas de forma desesperada! Após ter escrito cada linha com amor, ao tentar publicar o blogg impediu novamente. Amanhã então ela promete que terá as 4. Não sabe o que houve, mas dará um jeito no seu blogger, para nunca mais deixar vocês na mão, nem que ela tenha que assinar algo que seja pago. Ela pede compreensão e agradece a disposição de vocês.
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