A casa dos fundos.
Página 110.
Suspirei.. Ok.. O que me levou até ali?! Eu poderia ser cômica, e dizer que foi o ônibus, mas não era para fazer piadas de risos egoístas que eu estava ali. Pensei seriamente na resposta.. Eu que sempre tive tudo na ponta da língua não consegui imaginar qualquer coisa racional e inteligente para dizer.. Ela teve a ousadia de interromper meu silêncio..
- Diga, a resposta do seu coração.
Claro, que óbvio.. Eu estava em uma psicóloga, uma espécie de terapeuta recomendada pela psiquiatra - é, eu tive que passar em uma doutora da “ilucidez” só para ter certeza que eu não estava com problemas mentais. Mas ela disse, que meu caso não passava da pura depressão precoce, que poderia ser curada por uma psicóloga, só Duda para fazer eu enfrentar coisas assim - mas, como dizia.. era obvio que tudo que eu precisava dizer era as palavras vindas do coração. A pergunta tornou-se simples quando ouvi o que os sentimentos queriam dizer..
- Eu quero ser feliz, e quero que minha felicidade traga o amor da minha vida de volta.
Bom, ouvi sermões primeiramente de que aquilo não era uma agencia de relacionamentos. O que achei muito antipático e deselegante de sua parte, eu só fui sincera quanto a pergunta, ela como psicóloga deveria entender minha situação.. Isso criou em mim um bloqueio anti-ela, e quando ela me pediu para contar toda a história minha e de Richard.. Eu omiti muitos fatos. não tinha segurança para contar á ela.. Ela me dava alguns conselhos patéticos, sinceramente, era inacreditável que o convênio pagava aquela doutora da estupidez - perdoem-me a rigidez da descrição - mas é de fato verdade. Minhas amigas me davam conselhos bem melhores, que eu não ouvia.. porque escutaria os dela?
Após algumas consultas, finalmente percebi que eu era completamente normal perto dela, pois segundo sua teoria.. O depressivo era Richard, que tinha se separado de mim devido á nossas classes sociais, diz ela, que ele se sentia inferior. Nunca ouvi nada mais imbecil.
Mas vamos pular essa parte descartável que só ocupou me tempo de frustração que é bem similar a angústia que me rodeia.
Posso apenas registrar que, a psiquiatra menos ilógico disse que eu tinha depressão e eu lá no meu fundinho, sabia que depressivos não conquistam ninguém, a não ser poetas e artistas.. a não ser que morem em Veneza, a não ser que sejam compositores.. Mas enfim, nenhuma destas descrições enquadram Richard, portanto, pra mim, de nada adiantava. Por força de vontade, eu não iria conseguir, me reerguer e muito menos fingir a tal da alegria inexistente. Minha melhor amiga e pior arque-inimiga chamada memória, relembrou o nome do remédio que minha irmã tomava quando estava com início de depressão.. Chamava-se Fluoxetina. Que por acaso, tinha vários e vários frascos sobrando em casa.. Como se fosse difícil adivinhar o que fiz.. Tentei entrar em um transe hipnótico, e bebi cinco comprimidos de uma vez, pro efeito ser mais rápido, quem sabe a depressão iria embora e eu mostraria para Richard como eu era feliz e contente com a minha vida. Mas tudo que consegui foi ficar bêbada quimicamente e com alguns neurônios a menos, creio eu.
O que eu menos poderia esperar, é que o fato de minhas intoxicações digestivas silenciosas iria me causar um sério problema de saúde. Como se eu já não tivesse problemas demais para lidar.. Mas calma, que nós já vamos chegar aí.
Quero marcar primeiro a explicação do início do que virá. O primeiro fato, que dará sentido ao fato nocivamente perigoso a minha "vida", com ênfase nas aspas.
Certa vez, em meado das 21h00 horas, eu e Richard estávamos trocando assuntos no Messenger. E em mim surgiu aquela vontade marota de tomar outra dose exagerada do êxtase do “saciamento” de seus lábios. Mas Richard estava sendo difícil, relutante o que me deixava levemente magoada, e vocês sabem o que acontecem quando um drogado fica sem sua droga, ele pira! E eu não queria pirar, não de novo, minhas “pirações” doíam.
Eu precisava, era do meu remédio humano, do carinho, do aconchego e do cheiro do corpo de Richard. E aquela Sophie, desesperada e controladora, me dominou, era como se vivessem duas almas em mim, a menos pior, e a mais ruim.. - Exatamente, esses termos informais são perfeitos para descrever.
Suspirei.. Ok.. O que me levou até ali?! Eu poderia ser cômica, e dizer que foi o ônibus, mas não era para fazer piadas de risos egoístas que eu estava ali. Pensei seriamente na resposta.. Eu que sempre tive tudo na ponta da língua não consegui imaginar qualquer coisa racional e inteligente para dizer.. Ela teve a ousadia de interromper meu silêncio..
- Diga, a resposta do seu coração.
Claro, que óbvio.. Eu estava em uma psicóloga, uma espécie de terapeuta recomendada pela psiquiatra - é, eu tive que passar em uma doutora da “ilucidez” só para ter certeza que eu não estava com problemas mentais. Mas ela disse, que meu caso não passava da pura depressão precoce, que poderia ser curada por uma psicóloga, só Duda para fazer eu enfrentar coisas assim - mas, como dizia.. era obvio que tudo que eu precisava dizer era as palavras vindas do coração. A pergunta tornou-se simples quando ouvi o que os sentimentos queriam dizer..
- Eu quero ser feliz, e quero que minha felicidade traga o amor da minha vida de volta.
Bom, ouvi sermões primeiramente de que aquilo não era uma agencia de relacionamentos. O que achei muito antipático e deselegante de sua parte, eu só fui sincera quanto a pergunta, ela como psicóloga deveria entender minha situação.. Isso criou em mim um bloqueio anti-ela, e quando ela me pediu para contar toda a história minha e de Richard.. Eu omiti muitos fatos. não tinha segurança para contar á ela.. Ela me dava alguns conselhos patéticos, sinceramente, era inacreditável que o convênio pagava aquela doutora da estupidez - perdoem-me a rigidez da descrição - mas é de fato verdade. Minhas amigas me davam conselhos bem melhores, que eu não ouvia.. porque escutaria os dela?
Após algumas consultas, finalmente percebi que eu era completamente normal perto dela, pois segundo sua teoria.. O depressivo era Richard, que tinha se separado de mim devido á nossas classes sociais, diz ela, que ele se sentia inferior. Nunca ouvi nada mais imbecil.
Mas vamos pular essa parte descartável que só ocupou me tempo de frustração que é bem similar a angústia que me rodeia.
Posso apenas registrar que, a psiquiatra menos ilógico disse que eu tinha depressão e eu lá no meu fundinho, sabia que depressivos não conquistam ninguém, a não ser poetas e artistas.. a não ser que morem em Veneza, a não ser que sejam compositores.. Mas enfim, nenhuma destas descrições enquadram Richard, portanto, pra mim, de nada adiantava. Por força de vontade, eu não iria conseguir, me reerguer e muito menos fingir a tal da alegria inexistente. Minha melhor amiga e pior arque-inimiga chamada memória, relembrou o nome do remédio que minha irmã tomava quando estava com início de depressão.. Chamava-se Fluoxetina. Que por acaso, tinha vários e vários frascos sobrando em casa.. Como se fosse difícil adivinhar o que fiz.. Tentei entrar em um transe hipnótico, e bebi cinco comprimidos de uma vez, pro efeito ser mais rápido, quem sabe a depressão iria embora e eu mostraria para Richard como eu era feliz e contente com a minha vida. Mas tudo que consegui foi ficar bêbada quimicamente e com alguns neurônios a menos, creio eu.
O que eu menos poderia esperar, é que o fato de minhas intoxicações digestivas silenciosas iria me causar um sério problema de saúde. Como se eu já não tivesse problemas demais para lidar.. Mas calma, que nós já vamos chegar aí.
Quero marcar primeiro a explicação do início do que virá. O primeiro fato, que dará sentido ao fato nocivamente perigoso a minha "vida", com ênfase nas aspas.
Certa vez, em meado das 21h00 horas, eu e Richard estávamos trocando assuntos no Messenger. E em mim surgiu aquela vontade marota de tomar outra dose exagerada do êxtase do “saciamento” de seus lábios. Mas Richard estava sendo difícil, relutante o que me deixava levemente magoada, e vocês sabem o que acontecem quando um drogado fica sem sua droga, ele pira! E eu não queria pirar, não de novo, minhas “pirações” doíam.
Eu precisava, era do meu remédio humano, do carinho, do aconchego e do cheiro do corpo de Richard. E aquela Sophie, desesperada e controladora, me dominou, era como se vivessem duas almas em mim, a menos pior, e a mais ruim.. - Exatamente, esses termos informais são perfeitos para descrever.
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